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Grécia realiza último ensaio do acendimento da tocha olímpica

Cerimônia oficial acontece nesta quinta, sem Dilma Rousseff

O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2016 | 11h32

O ensaio final do acendimento da tocha olímpica foi realizado na manhã desta quarta-feira no templo da deusa Hera, em Olímpia, na Grécia, palco dos primeiros Jogos há mais de 3 mil anos. Cerca de 2,5 mil pessoas, entre estudantes e turistas, acompanharam o último teste antes da cerimônia oficial, que acontecerá nesta quinta, 21, por volta das 6h do horário de Brasília. 

Estarão presentes no acendimento os presidentes da Grécia, Prokopis Pavlopoulos, e do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach, e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes. Em meio aos recentes desdobramentos políticas no País, Dilma Rousseff já avisara que não iria ao evento.

Representando uma sacerdotisa, a atriz grega Katerina Lechou acendeu a tocha nesta quarta. A chama do ensaio será usada como reserva na quinta, caso chova e o fogo não possa ser aceso. Assim como na prévia, o ginasta local Lefteris Petrounias receberá a tocha de Lechou e a entregará ao brasileiro Giovane Gávio, ex-jogador de vôlei. O revezamento na Grécia acontecerá até 27 de abril, quando o item será entregue a membros do Comitê Rio-2016, na capital Atenas. 

O reinício moderno dos jogos, que foram os mais importantes da antiguidade entre 776 a.C. e 393 d.C. começou em Atenas no ano de 1896. A cerimônia de acendimento da tocha, no entanto, é ligada a um dos momentos mais incômodos da história: a Olimpíada de 1936, sediada na Alemanha nazista. 

O ensaio desta quarta começou com três batidas em um instrumento tocado por Katerina Lechou. Após acender o fogo, a atriz simulou uma oração a Apolo, deus grego da luz e da música, e a cerimônia continuou no estádio antigo, que recebeu a competição de arremesso de peso nos Jogos de Atenas, em 2004. 

Pelos próximos seis dias, centenas de corredores - incluindo um refugiado sírio que buscou asilo na Grécia - irão carregar o fogo olímpico por 2,234 quilômetros no país europeu. Entre as paradas programadas no revezamento está um campo de asilados em Atenas e a antiga Acrópolis. A tocha será entregue ao Comitê Rio-2016 em 27 de abril no local das competições de 1896, um estádio de mármore reformado. 

Carregada em uma lanterna, a chama irá viajar para a Suíça para eventos na sede das Nações Unidas, em Genebra, e no Museu Olímíco, em Lausanne, no dia 29 de abril. A tocha, então, seguirá para Brasília, onde dará início ao revezamento em 3 de maio. A corrida no Brasil contará com 12 mil carregadores e visitará 329 cidades, atingindo 90% dos 200 milhões de habitantes do País. (Com colaboração do texto da agência Associated Press)

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