Sue Ogrocki/ AP
Sue Ogrocki/ AP

Guiné desiste de participar dos Jogos Olímpicos de Tóquio por causa da pandemia

Meses atrás, Coreia do Norte alegou mesmo motivo para não comparecer ao evento na capital japonesa

Redação, Estadão Conteúdo

22 de julho de 2021 | 01h02

A República de Guiné não participará dos Jogos Olímpicos de Tóquio. A decisão foi tomada nesta quarta-feira, quando a delegação guineense deveria deixar a capital Conacri para viajar ao Japão. O ministro dos Esportes do país, Sanoussy Bantama Show, informou o Comitê Olímpico da Guiné (CNOSG) sobre a decisão do governo. Apenas cinco atletas competiriam na Olimpíada.

O motivo oficial da desistência de mandar seus atletas para os Jogos Olímpicos é o surgimento de novas variantes do coronavírus. O governo do país africano entende que a saúde dos esportistas estaria em risco. No entanto, problemas financeiros também ajudam a justificar a renúncia de Guiné, que, segundo a imprensa local, não seria capaz de bancar a delegação no Japão.

Guiné tem uma pequena tradição em Jogos Olímpicos e mandou representantes em 11 edições do evento, sem conquista de medalhas. Fatoumata Yarie Camara (luta livre), Mamadou Samba Bah (judô), Fatoumata Lamarana Touré (natação), Mamadou Tahirou Bah (natação) e Aïssata Deen Conté (atletismo) seriam os atletas que representariam o país da África em Tóquio. A nação africana ficará fora dos Jogos pela terceira vez, depois de também não disputar a Olimpíada de Munique, em 1972, e a de Montreal, em 1976.

Guiné não é o primeiro país a deixar de competir em Tóquio. Coreia do Norte e Samoa tomaram decisões parecidas recentemente. Os norte-coreanos anunciaram em abril deste ano que não enviariam nenhum representante para os Jogos em virtude da pandemia de covid-19.

O governo da Samoa, pequeno país situado na Oceania, disse no início deste mês que três atletas não viajariam a Tóquio pelo mesmo motivo, mas liberou a participação de outros que moram no exterior.

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