Flávio Florido/ COB
Flávio Florido/ COB

Handebol feminino brasileiro encerra um ciclo vitorioso e já prepara renovação

Equipe foi eliminada nas quartas de final da Rio-2016

Demétrio Vecchioli, Estadão Conteúdo

16 Agosto 2016 | 14h42

Visivelmente abatido pela derrota desta terça-feira que tirou o Brasil nas quartas de final da Olimpíada, o técnico da seleção brasileira feminina de handebol, Morten Soubak, só abriu o sorriso uma vez durante a entrevista coletiva na qual comentou o resultado. Foi quando perguntado se existem jogadoras nas categorias de base da seleção de altíssimo nível para suprir a aposentadorias de nomes como Dara, Dani Piedade e Mayssa, entre outras que devem dar por encerrados os seus ciclos com a camisa do Brasil.

"Existe", disse, sucintamente, com um largo e tranquilo sorriso no rosto. A nata do handebol está na Europa e o Brasil é um intruso nesse ninho. Formou uma geração, liderada por Ana Paula, Alexandra e Duda, que conquistou o título mundial em 2013 e alcançou duas vezes as quartas de final de Olimpíada. Nas duas, porém, caiu.

Agora, a ordem é levantar a cabeça e pensar no futuro. "O handebol está muito popular no Brasil. Joga-se handebol em praticamente todas as escolas do Brasil. Tem muitas meninas de potencial nas seleções de base, algumas com chance de serem chamadas para a seleção adulta logo. Temos que investir principalmente nelas e espero que o handebol possa continuar em desenvolvimento em qualquer lugar do Brasil", disse Morten.

O treinador dinamarquês, a frente da seleção feminina há sete anos, já renovou seu contrato para comandar a equipe pelo menos até o Mundial do fim do ano que vem. Até lá, deve promover uma renovação no time, uma vez que diversas jogadoras avisaram a ele que não defendem mais o Brasil.

"Temos que pensar agora em novas meninas que talvez não tiveram chances ainda. Vamos ter que ter uma certa paciência porque talvez eu vá buscar meninas de 17 a 20 anos que precisam de tempo para sentir o que é uma seleção adulta. Temos que buscar atletas de altíssimo nível e ensiná-las a filosofia que estamos trabalhando. As que ficarem vão ter uma função a mais, porque vão ter a função de dar as boas vindas para quem vem de um time de base, para ajudar elas a entrar e sentir como é jogar numa adulta mesmo."

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