Julio Cesar Guimarães/COB
Julio Cesar Guimarães/COB

Hebert Conceição garante pelo menos a medalha de bronze no boxe em Tóquio

Pugilista brasileiro derrota Abilkhan Amankul, do Cazaquistão, e avança para a semifinal. Não há disputa pelo terceiro lugar na modalidade

Wilson Baldini Jr, O Estado de S.Paulo

01 de agosto de 2021 | 07h34

Hebert Conceição garantiu pelo menos a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio, neste domingo, ao derrotar Abilkhan Amankul, do Cazaquistão, por pontos, em duelo válido pela categoria dos médios (até 75 kg). No boxe, não há disputa de bronze, pois os dois derrotados na semifinal sobem no pódio. Sua façanha ajuda o Time Brasil no Japão a aumentar sua contagem de medalhas. 

A decisão dos jurados foi dividida: três apontaram o brasileiro como vencedor (29 a 28 duas vezes e 30 a 27), enquanto dois viram o representante casaque como o ganhador (29 a 28 em ambos) do combate. 

O adversário do brasileiro na luta pela vaga na final olímpica, marcada para quinta-feira, será o russo Gleb Bakshi, atual campeão mundial, que eliminou o haitiano Darrelle Valsaint, por pontos, em decisão unânime. 

Esta é a sétima medalha do boxe brasileiro em Olimpíadas. Servílio de Oliveira foi bronze no México-1968, depois Esquiva Falcão, Yamaguchi Falcão e Adriana Araújo subiram no pódio na edição de Londres-2012. Robson Conceição foi campeão na Rio-2016. Em Tóquio, o peso pesado Abner Teixeira também já tem bronze garantido e vai lutar a semifinal.

Como se esperava, o duelo foi duríssimo. Hebert, mais uma vez, se posicionou no contra-ataque e precisou de muita esquiva e defesa para se proteger do intenso ataque do adversário. Os três rounds tiveram panorama semelhante, com Hebert muito preciso nos ganchos e cruzados. Aos poucos, o brasileiro conseguiu diminuir um pouco o ritmo do rival e passou a dominar a luta, mas sempre com o assédio perigoso do Casaque.

Nos minutos finais, o adversário foi melhor e até venceu o terceiro assalto para dois jurados, mas não foi suficiente para tirar a vitória do brasileiro.

"Sensação incrível escrever o meu nome na história do esporte brasileiro como medalhista olímpico, eu que sempre sonhei quando comecei no esporte, no boxe em 2013. Fico muito feliz e agradeço a todas as pessoas que fizeram parte disso, apesar de eu lutar sozinho no ringue, essa medalha tem muita gente que trabalha comigo. Agora é manter o foco porque ainda faltam duas lutas", afirmou o brasileiro, após a vitória.

HISTÓRIA

Hebert é baiano. Antes de ser boxeador, ele queria ser jogador de futebol. De sorriso fácil, é apontado pelos familiares, tem três irmãs mais velhas, como brincalhão e de bom coração. A mãe confia no seu talento, mesmo assim não deixa de incluir o nome do filho nas orações diárias. Conheça um pouco da história desse agora medalhista olímpico do Brasil. Clique aqui.

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