Eric Gaillard/Reuters
Eric Gaillard/Reuters

IAAF detalha exigência para readmitir atletas russos em competições

Eles serão submetidos a pelo menos três testes antidoping surpresa

Estadão Conteúdo

11 de dezembro de 2015 | 12h45

A Associação das Federações Internacionais de Atletismo (IAAF) anunciou nesta sexta-feira que os atletas russos só poderão voltar a competir internacionalmente após serem submetidos a pelo menos três testes antidoping surpresa, mesmo quando a Federação Russa de Atletismo (ARAF) vier a ter sua suspensão revogada.

Os exames feitos fora de competição costumam colher sangue, e não urina, como acontece nos testes antidoping usuais. Este modelo é utilizado para o passaporte biológico, documento que atesta a variação do padrão sanguíneo do atleta.

Como a Agência Antidoping Russa (Rusada) e o laboratório de Moscou estão inativos por supostamente encobrirem o doping sistemático no atletismo do país, todas as amostras colhidas nos atletas russos serão levadas para o exterior, pelo que explicou a IAAF nesta sexta-feira.

"As condições que nós anunciamos não deixam espaço para dúvida. A Rússia deve demonstrar verificáveis mudanças a partir de uma série de critérios e satisfazer nosso grupo de trabalho que esses critérios serão cumpridos de forma permanente", disse o presidente da IAAF, Sebastian Coe.

O grupo de trabalho montado pela IAAF deverá entregar seu primeiro relatório em 27 de março, o que impossibilita que a Rússia seja aceita de volta na IAAF antes disso e que, consequentemente, atletas russos participem do Mundial Indoor de Portland, que vai de 17 a 20 do mesmo mês.

Pelo que explicou a IAAF nesta sexta-feira, para ser novamente aceita como filiada, a Rússia terá que fazer sua própria investigação sobre doping, entrevistando qualquer atleta que tenha defendido o país internacionalmente nos últimos quatro anos. Além disso, deve criar um mecanismo de denúncia de irregularidades diretamente à IAAF ou à Wada.

Os atletas que falharem em exames antidoping poderão ter suas penas reduzidas em caso de fornecerem evidências de outros casos - a famosa "delação premiada". Por fim, todos os atletas russos precisam cortar laços com o médico Sergei Portugalov, acusado de fornecer substâncias proibidas a boa parte dos atletas já pegos em exames antidoping.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.