Kai Pfaffenbach|Reuters
Kai Pfaffenbach|Reuters

Independentes e Refugiados formam equipes que não existem no mapa

Competidores vão disputar medalhas no Rio sob a bandeira do COI

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

31 de julho de 2016 | 05h00

Dez competidores escolhidos pelo COI serão os primeiros a carregar nos Jogos a bandeira dos Atletas Olímpicos Refugiados. Nascidos em países como Síria, Sudão do Sul, Etiópia e República Democrática do Congo, eles vão estrear a presença nas competições de uma delegação formada por vítimas de conflitos. Assim como os refugiados, a equipe dos Atletas Olímpicos Independentes é outra a estar no evento sem existir no mapa.

As duas únicas delegações que não representam nações com territórios delimitados têm juntas 19 competidores. O time dos refugiados foi uma iniciativa tomada pelo COI em março após o começo da crise migratória. A entidade recebeu 43 pedidos de inscrições de atletas. Todos eles passaram a receber assistência, mas somente dez foram contemplados com a vaga olímpica.

A escolha se deu pela análise individual do potencial competitivo e da situação dos refugiados. A lista final tem cinco corredores do Sudão do Sul, dois nadadores da Síria, um maratonista da Etiópia e dois judocas da República Democrática do Congo. Esses dois últimos, inclusive, escolheram o Brasil como o país de refúgio: Yolande Mabika e Popole Misenga.

Os dois vieram ao Rio em 2013 para disputar o Mundial da categoria, mas abandonaram a delegação para evitar os problemas de um país assolado pelas guerras civis.

INDEPENDENTES

A outra delegação que não é um país terá somente atletas do Kuwait. O comitê olímpico de lá foi punido pelo COI em outubro do ano passado por alterações promovidas pelo governo nas leis esportivas. Os atletas terão de disputar as competições sob outra bandeira.

A delegação de Independentes não disputará a Olimpíada pela primeira vez. A estreia foi em 1992, quando contou com competidores nascidos em países que formavam a Iugoslávia.

As outras participações da equipe foram em 2000. Batizados de "atletas individuais", representantes de Timor Leste foram a Sidney enquanto o país enfrentava um sangrento processo de independência. Nos Jogos de Londres, em 2012, o grupo foi formado por atletas de Sudão do Sul e de Antilhas Holandesas, país que havia sido desmembrado do COI. 

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