Wilton Junior/ Estadão
Wilton Junior/ Estadão

Inspirado em grandes artistas, escultor procurou representar mulher brasileira

Com quatro décadas de Casa da Moeda, Nelson Carneiro se dedicou por duas semanas para desenhar deusa Nike

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

07 de julho de 2016 | 07h00

Há 41 anos trabalhando na Casa da Moeda, o escultor Nelson Carneiro se dedicou por quase duas semanas no molde da deusa Nike que originou a matriz das medalhas dos Jogos do Rio. Tudo à mão, sobre uma bancada com uma simplória luminária acima.

Formado em escultura e belas artes pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Carneiro afirma que tentou representar as brasileiras na medalha do Rio-2016. “Não se fala muito das curvas da mulher brasileira? Pois procurei dar leveza e suavidade a elas”, explicou. Para isso, o escultor de 60 anos de idade diz se inspirar nos trabalhos de Rodin, Michelângelo, Donatello e do artista brasileiro Sergio Camargo. “Eu procuro estudar o que eles fizeram, até porque ninguém inventa nada.”

Nelson Carneiro trabalha desde os 13 anos como escultor. Na Casa da Moeda, passou pelos mais diversos setores. Ele diz se orgulhar de diversos de seus trabalhos - citou a medalha comemorativa à canonização dos papas João Paulo II e João XXVIII, em 2014 -, mas demonstrou satisfação especial por ter o seu traço na medalha dos Jogos do Rio-2016.

“Não imaginava isso. Eu entrei aqui com 18 anos. Se falava muito em quando chegaria os anos 2000, em bug do milênio, não se falava em Olimpíada. Fiz uma série de trabalhos marcantes, como a medalha do papa. O da Olimpíada é algo que vai ficar para sempre”, relatou.

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