Fabrice Coffrini/AFP
Fabrice Coffrini/AFP

Integrante do conselho executivo do Comitê Olímpico aponta Japão 'encurralado'

Kaori Yamaguchi critica realização dos Jogos na capital japonesa; evento começa em 23 de julho

Redação, Estadão Conteúdo

04 de junho de 2021 | 10h56

Kaori Yamaguchi, membro do conselho executivo do Comitê Olímpico Japonês, criticou, nesta sexta-feira, a realização dos Jogos, com início previsto para daqui 49 dias. Segundo a ex-judoca, em editorial publicado na agência Kyodo News, o país asiático "está encurralado" e sofre grande pressão popular para que os Jogos Olimpícos e Paralímpicos sejam cancelados.

"A Olimpíada não deveria ser um festival de paz? Trabalhar pela paz não é uma tarefa fácil. Tudo começa com um diálogo tenaz com pessoas que têm pontos de vista diversos. Se abandonarmos esse processo, a Olimpíada não terá sentido", afirmou a dirigente, que conquistou a medalha de bronze em Seul/1988 e outras cinco em campeonatos mundiais.

Um dos movimentos que demonstram o descontentamento do povo japonês com a realização dos Jogos apresentou uma petição pedindo o cancelamento da competição com 350 mil assinaturas. Organizadores e o governo continuam garantindo a realização do evento, apesar das pressões.

"O oposto da paz é uma abordagem linha-dura e teimosa baseada na visão de que as pessoas podem estar dizendo todo tipo de coisa, mas assim que a Olimpíada começar, tudo ficará bem. Eu entendo que os organizadores podem estar se sentindo confusos com a proximidade da abertura da Olimpíada, mas há processos que não devem ser omitidos", concluiu Yamaguchi.

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