Reprodução/CBF
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Interesse de clubes europeus divide atenções na seleção olímpica

Ao menos três atletas do grupo possuem propostas de fora do Brasil

Almir Leite, Estadão Conteúdo

19 de julho de 2016 | 09h11

É sempre assim. Basta a seleção brasileira se reunir que vários jogadores começam a dividir a atenção entre os treinamentos e propostas para trocar de time, em negociações que normalmente relacionadas com clubes do exterior. A época das competições que a seleção participa, quando o mercado europeu está em ebulição, torna inevitável o assédio. E cabe à comissão técnica tentar contornar o problema, para evitar a desconcentração.

É o que acontece agora com a seleção olímpica. Pelo menos três jogadores têm propostas da Europa: Gabriel, Gabriel Jesus e Rodrigo Caio. Já Rodrigo Dourado, Zeca e Thiago Maia receberam sondagens. Além deles Marquinhos, que já está na Europa, pode trocar o Paris Saint-Germain pelo Barcelona.

Deles, Gabriel tem mais chances de terminar a Olimpíada vestindo nova camisa. O presidente do Santos já avisou que negocia o atacante com a Juventus se for confirmada a proposta de 20 milhões de euros (cerca de 74 milhões), dos quais o clube ficaria com 40%. O atacante também já deu a entender que está de saída.

Gabriel Jesus diz que fica no Palmeiras pelo menos até o final do ano. Mas seus empresários insistem em negociá-lo e os dois rivais espanhóis, Barcelona e Real Madrid, estão no páreo pela revelação.

Rodrigo Caio pode acabar no futebol italiano ou espanhol depois da Olimpíada, assim como os santistas Thiago Maia e Zeca. Já Marquinhos permanece com grandes chances de ir para o Barcelona, de acordo com a imprensa catalã.

Para tentar conscientizar os jogadores para a necessidade de no mínimo saber separar as coisas, a comissão técnica tratou do tema em reunião com o elenco na segunda-feira à noite, na Granja Comary. "Temos nosso planejamento para que tenhamos total tranquilidade aqui dentro e tentar evitar ao máximo essas situações. Estamos a 33 dias de uma conquista inédita para o Brasil. Neste momento, o foco é um pouco diferente", afirmou o coordenador da seleção, Erasmo Damiani.

Ele, porém, reconhece que em tempos de acesso contínuo às redes sociais e à telefonia celular, é praticamente impossível isolar os atletas. Por isso, espera que os representantes deles tenham habilidade e tomem à frente nas negociações, poupando-os o máximo possível. "O encaminhamento de transferências é com os atletas e seus representantes".

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