Interpol alerta que Jogos Olímpicos podem ter atentados

Manifestações durante a passagem da tocha olímpica são as razões pelo temor da organização policial

Agência Estado

25 de abril de 2008 | 18h25

A Interpol fez um alerta nesta sexta-feira de que existe a "possibilidade real" de acontecerem ataques terroristas em Pequim durante os Jogos Olímpicos, de 8 a 24 de agosto. A ameaça foi revelada pelo secretário-geral da organização policial internacional, Ronald Noble, que trabalha em conjunto com os chineses no esquema de segurança da Olimpíada. Veja também: O trajeto completo do revezamento da tocha pelo mundoSegundo o chefe da Interpol, os protestos durante a viagem da tocha olímpica pelo mundo são um sinal claro de que aumentou a ameaça de atentados terroristas durante a Olimpíada. "As violentas manifestações recentes nos fazem reconhecer a real possibilidade de que um grupo ou mesmo indivíduos possam realizar ataques terroristas nos Jogos de Pequim", disse Ronald Noble, durante discurso feito numa conferência nesta sexta-feira em Lyon, na França.No ano passado, a Interpol chegou a dizer que não tinha recebido informações sobre ameaças terroristas diretas contra os Jogos de Pequim. "Informações de imprensa apontam que a situação mudou claramente desde então. Um exemplo é que a imprensa chinesa falou de diversos complôs frustrados, ligados a grupos separatistas, para perturbar o evento", afirmou Ronald Noble.O governo chinês já tinha alertado recentemente para o temor de ataques durante a Olimpíada e montou um esquema de segurança com a cooperação das polícias dos Estados Unidos, Israel e Alemanha. Enquanto isso, especialistas em terrorismo avaliam que chance de atentados em Pequim é atualmente pequena, mas reconhecem a possibilidade de alguns grupos tentarem algo mais radical.A Interpol também ajuda diretamente no esquema de segurança dos Jogos Olímpicos e promete, inclusive, ampliar esse apoio, o que inclui treinamento dos agentes chineses e utilização do banco de dados da organização, em que constam mais de 14 milhões de passaportes ou outros documentos de viagem roubados ou perdidos. "É nossa responsabilidade trabalharmos juntos para prevenir qualquer incidente", avisou Ronald Noble.

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