Wander Roberto/COB
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Isaquias diz que 4º lugar é 'uma boa colocação', mas admite: 'Queríamos mais' em Tóquio

Apesar da sede pelo pódio nos Jogos, brasileiro valoriza desempenho ao lado de Jacky Godmann na disputa C2 1000 metros da canoagem

Redação, Estadão Conteúdo

03 de agosto de 2021 | 02h44

Isaquias Queiroz saiu do C2 1000 metros com sentimentos díspares. O quarto lugar que conquistou ao lado do parceiro Jacky Godmann nos Jogos Olímpicos de Tóquio nesta terça-feira lhe deixou orgulhoso, mas o canoísta, que ostenta três medalhas olímpicas, todas conquistadas no Rio-2016, queria subir mais uma vez no pódio. Não deu.

"A gente fez o que tinha de fazer. Queríamos a medalha, mas para a gente que treinou pouco tempo, um quarto lugar é uma boa colocação", comerntou Isaquias. Ele ficou magoado porque todo o esforço e empenho da dupla não renderam um lugar no pódio em Tóquio.

"Mas queríamos mais. Não é nem pela prova que eu falo que íamos brigar por medalha, é pelo nosso treino e esforço. A gente sabia que tinha quatro ou cinco barcos brigando por medalha. Sabíamos que estávamos bem, nos dedicamos ao máximo, brigamos até o fim", pontuou o brasileiro, primeiro atleta do País a ganhar três medalhas em uma mesma edição de Olimpíada.

"Depois da semifinal, eu me emocionei por ter chegado até aqui com o Jacky, pois estamos há pouco tempo juntos. Queria que ele subisse no pódio olímpico pela primeira vez. Brasileiro não desiste nunca, viemos para cá para brigar e vamos continuar treinando", acrescentou o baiano de Ubaitaba. Após a prova, ele caiu no choro.

A medalha de ouro foi para os cubanos Serguey Torres Madrigal e Fernando Dayan Jorge Enriquez, que venceram com novo recorde olímpico: 3min24s995. Logo atrás vieram os chineses Hao Liu e Pengfei Zheng, com 3min25s98. O bronze foi para os alemães Sebastian Brendel e Tim Hecker, com 3min25s615.

Isaquias, de 27 anos, fez parceria com Jacky porque Erlon de Souza, medalhista no Rio-2016 ao seu lado, não se recuperou a tempo de uma lesão no quadril e foi cortado às vésperas da Olimpíada. Jacky, de 22 anos, já treinava com a dupla anteriormente, o que favoreceu o entrosamento com a maior esperança do Brasil na canoagem velocidade. No entanto, a medalha não veio.

"São meus primeiros Jogos Olímpicos. A gente estava bem, um pouco sem visão do adversário, mas não conseguimos nos impor. Demos o nosso máximo, mas não veio a medalha olímpica. Estou muito feliz de estar aqui. Treinamos para isso, mas infelizmente não veio", resumiu Jacky, novato em Olimpíada.

Na capital japonesa, embora Isaquias já pense em Paris-2024, ele vai disputar ainda o C1 1.000m. As eliminatórias e as quartas de final da prova estão marcadas para a noite de sexta-feira. No sábado, serão realizadas as semifinais e a final. Na disputa, ele busca sua quarta medalha olímpica. O ouro, como dissera reiteradamente, virou "obsessão", já que ele tem duas pratas e um bronze em seu currículo.

"Não veio dessa vez, mas iremos sentar, avaliar tudo e continuar o planejamento pensando em Paris-2024. Lá vai ser diferente, a prova vai ser curta, Paris vai ser 500m. Mas agora não é hora de pensar nisso, agora é a hora de virar a chave e focar no C1 1000m daqui a dois dias".

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