Japão recusa seguranças chineses para passagem da tocha

Chefe da comissão segurança diz que 'não se deve violar o princípio de que o Japão vai proteger o artefato'

Yoko Kubota, Reuters

11 de abril de 2008 | 09h42

O Japão não vai permitir que o pelotão chinês de seguranças da tocha olímpica intervenha na passagem da chama pelo país neste mês, declarou o chefe da polícia nacional japonesa nesta sexta-feira, de acordo com meios locais. Veja também: Entenda os conflitos entre a China e outras etnias Entenda o conflito entre Tibete e China O trajeto completo do revezamento da tocha pelo mundo  Os protestos e a ligação histórica com os Jogos Olímpicos"Não devemos violar o princípio de que a polícia japonesa vai manter firmemente a segurança", disse Shinya Izumi, chefe da Comissão Nacional de Segurança Pública, citado pela agência de notícias Kyodo. "Não sabemos em que situação estão as pessoas que escoltam o revezamento", disse Izumi, segundo a agência. "Se estão aqui para considerar a segurança, este é nosso papel". A tocha deve chegar no dia 26 de abril a Nagano, sede dos Jogos Olímpicos de Inverno de 1998, depois de passar por Buenos Aires, Mumbai e Camberra, dentre outras cidades. Os seguranças chineses, vestidos de trajes preto e branco, têm seguido a tocha ao longo de seu caminho global e até a apagaram duas vezes em Paris, no começo desta semana, por questões de segurança em meio a um enorme protesto. A mídia estatal chinesa disse que o "esquadrão de proteção da chama", composto de 70 membros da Polícia Armada do Povo da China, foi contratado pelo Comitê Olímpico Internacional para proteger o fogo 24 horas por dia. Mas sua abordagem "pesada" deixou algumas pessoas desconfortáveis. O revezamento da tocha em Paris, Londres e São Francisco foi palco de caóticos protestos contra a relação da China com os direitos humanos e a recente repressão governamental aos protestos liderados por monges no Tibete. O primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, disse que será a Austrália, não a China, quem tomará conta da segurança durante a passagem da tocha pelo país.

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