Jack Guez/ AFP
Jack Guez/ AFP

Sem medalhas, judocas brasileiros celebram estreia no Mundial

Felipe Kitadai e Nathalia Brígida chegaram à disputa pelo bronze

Estadão Conteúdo

24 de agosto de 2015 | 12h49

O Brasil ficou no quase no primeiro dia do Mundial de Judô em Astana (Casaquistão). Se Sarah Menezes voltou a fazer uma competição muito aquém do que pode a campeã olímpica, eliminada logo na primeira luta, Felipe Kitadai e Nathalia Brígida chegaram à disputa por medalhas, mas acabaram derrotados por japoneses.

A jovem judoca de 22 anos teve duas aulas de lutas de chão com as japonesas. Foi imobilizada por Haruna Asami (finalista dos últimos quatro Mundiais), na semifinal, e depois por Ami Kondo (campeã mundial em 2014), na decisão do terceiro lugar.

Ficou em quinto, com quatro vitórias, e saiu comemorando uma estreia promissora em Campeonatos Mundiais. "Mesmo tendo saído sem medalha, fiquei contente com a competição que eu fiz, passei por atletas difíceis, tops. Acho que foi uma boa estreia e saio da competição com uma evolução, um aprendizado muito grande. Queria a medalha, sei que era uma meta possível", comentou a judoca do Minas Tênis Clube.

Felipe Kitadai, medalhista de bronze nos Jogos de Londres, mas atualmente apenas o 18.º do ranking mundial, também chegou a Astana como azarão e acabou surpreendendo. Único não asiático entre os oito primeiros, perdeu do campeão mundial de 2014 (o mongol Boldbaatar Ganbat) nas quartas de final e do japonês Toru Shishime na decisão do bronze.

"É triste fazer uma campanha tão boa quanto eu fiz nesse Mundial - que foi muito forte - e sair sem medalha. Mas não foi ruim, foi bom porque deu para perceber que o trabalho está sendo feito da maneira correta. O mais importante foi ver a evolução. Isso serve de motivação para buscar uma medalha em 2016", disse Kitadai.

O judoca da Sogipa disputa com Eric Takabatake, do Pinheiros, a convocação para defender o Brasil na categoria até 60kg nos Jogos Olímpicos. Kitadai foi mais longe do que o rival, que perdeu nas oitavas de final, mas ambos foram derrotados pelo mesmo adversário.

"É meio frustrante por causa de toda preparação que tive para o campeonato e também porque eu estava me sentindo muito bem, muito confiante. A derrota foi para um adversário forte mas sei que dava para chegar a uma medalha", comentou Takabatake.

Já Sarah Menezes não tinha muito o que falar. Os maus resultados recentes fizeram ela cair no ranking mundial e reeditar, logo na estreia, a semifinal da última Olimpíada. Desta vez a brasileira perdeu da belga Charline Van Snick.

"Fiz uma preparação muito boa, estava muito confiante mas cai numa chave muito dura e não tive sucesso na primeira luta. Perdi para uma atleta por uma punição e quando fui arriscar uma entrada já no final da luta, acabei tomando um contragolpe. Ela teve uma estratégia muito boa e conseguiu me superar. Agora é levantar a cabeça e seguir treinando para ir melhor nas próximas competições", disse Sarah.

Na terça, Charles Chibana vai tentar acabar com a sina do Brasil contra o Japão. Ele também deu azar no sorteio e deve enfrentar, logo na segunda luta da categoria até 66kg, o japonês Masashi Ebinuma, atual tricampeão mundial.

Erika Miranda, por sua vez, tem grande chance de medalha. Até a semifinal, ela só deve ter uma rival de peso: a francesa Annabelle Euranie, nona do mundo. Majlinda Kelmendi, do Kosovo, atual bicampeã mundial, está machucada e não disputa o Mundial.

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