Joanna Maranhão fica sem índice e chora ao lembrar do tio

'Ele deixou uma carta dando forças para eu obter o índice. Mas não desisto', desabafa a nadadora

Agência Estado

14 de março de 2008 | 20h16

Joanna Maranhão chorou ao subir no pódio do Sul-Americano de Esportes Aquáticos, nesta sexta-feira, depois de conquistar a medalha de ouro nos 400 metros medley. Mesmo com a vitória, ela saiu frustrada porque seu tempo, de 4min49s62, ficou mais de quatro segundos acima do índice para disputar a Olimpíada de Pequim, de 4min45s08. E, assim, não conseguiu atender ao pedido do tio, Sérgio, que morreu há cerca de um mês. "Ele deixou uma carta dando forças para eu obter o índice. Não desisto. Estou um pouco triste, queria fazer o índice aqui. Meu tempo piorou, mas também sei que baixar esses quatro segundos não é coisa do outro mundo. Vou tentar até o fim", afirmou Joana, vestindo uma camiseta com a fotografia do tio. Aos 20 anos, Joanna vem passando por um ano difícil - além da morte do tio, lida com a repercussão da denúncia de assédio sexual que fez contra um ex-técnico, que nega as acusações e a ameaça na Justiça. Sua última chance para conseguir o índice será o Troféu Maria Lenk, no Rio, em maio. Em Atenas, ela chegou à final dos 400 metros medley e ficou com a quinta posição. Naquele dia, marcou o recorde sul-americano que persiste até hoje, 4min40s00. Quem busca índice neste sábado é Fabíola Molina, que na tarde desta sexta-feira bateu o recorde sul-americano dos 50 metros costas, com 28s50, nas eliminatórias da prova, que não é olímpica. A final será na manhã deste sábado, mas a prioridade é a eliminatória dos 100 metros costas, que será disputada à tarde. O índice é de 1min01s70, cinco centésimos abaixo de seu próprio recorde sul-americano, anotado em dezembro do ano passado. Pela manhã, Guilherme Guido venceu os 100 metros costas masculino, com 55s54 - bem acima da marca da eliminatória, na quinta, que lhe garantiu a classificação para os Jogos de Pequim. Thiago Pereira ficou com a medalha de prata, com 57s27, seguido do argentino Eduardo Otero, com 58s33. "Ainda estou treinando pesado e me sentindo cansado. Fiz um esforço para que o tempo para Pequim saísse nas eliminatórias", explicou Guilherme. NADO SINCRONIZADOO Brasil conquistou duas medalhas de ouro no nado sincronizado nesta sexta-feira, em provas disputadas no Corinthians. No dueto, Nayara Figueira e Lara Teixeira apresentaram a rotina livre com uma apresentação de frevo e somaram 89,748 pontos, à frente de Venezuela (84,665) e Colômbia (82,332). "Temos ainda cerca de três semanas até o Pré-Olímpico de Pequim, e até lá elas estarão ainda melhores", disse a técnica Roberta Periller. Na prova por equipes, a coreografia "Um dia no Rio de Janeiro" ficou com o ouro, com 87,999 pontos, bem à frente da segunda colocada, a Colômbia, prata com 84,333, e da Venezuela, bronze com 82,415. Neste sábado, último dia de provas do nado sincronizado no Sul-Americano, haverá a Rotina Livre Combinada (Combo), que reúne na mesma prova elementos de solo, dueto e equipe. SALTOS ORNAMENTAISNos saltos ornamentais, Juliana Veloso e Tammy Galera venceram a prova do trampolim de 3 metros sincronizado, com 272,34. A prata ficou com as venezuelanas Kiara Buelvas e Yhessen Hernandez (252,69), e o bronze para a dupla equatoriana Rafaella Suarez e Gabriela Sabando (241,95). Na prova individual, Juliana foi bronze com 300,30 pontos, superada pela venezuelana Alejandra Fuentes (306,60) e pela colombiana Diana Pineda (306,40). Tammy ficou em quinto, com 266,90 pontos. César Castro ficou com a medalha de prata no trampolim de 1 metro, com 373,60 pontos. A medalha de ouro foi para Ramon Fumado, da Venezuela, com 375,80, e o bronze ficou com outro venezuelano, Luis Villaroel ficou com o bronze.  PÓLO AQUÁTICONo pólo aquático feminino, o Brasil venceu a Venezuela por 13 a 6 e ficou com o primeiro lugar na fase de classificação. A Argentina goleou o Chile por 17 a 0 na outra partida. Neste sábado serão disputadas as semifinais: Brasil x Chile e Venezuela x Argentina.

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