Diego Azubel/EFE
Diego Azubel/EFE

Joaquim Cruz vê pódio de Fabiana Murer como trunfo para 2016

Medalhista olímpico festeja a prata da atleta no salto com vara

PAULO FAVERO, O Estado de S. Paulo

27 Agosto 2015 | 07h00

O feito de Fabiana Murer no salto com vara do Mundial de Atletismo foi comemorado por Joaquim Cruz, campeão olímpico dos 800 m nos Jogos de Los Angeles, em 1984, e medalha de prata na Olimpíada de Seul, em 1988. Para ele, a medalha de prata reforça o caminho para os Jogos do Rio. "O fato de a Fabiana ter subido ao pódio agora é importante para a Olimpíada. Claro que ela precisa se preparar não só para a cubana, mas para as russas, ucranianas e quem mais vier. Falta esse título para a cubana, mas a Fabiana é forte e se deixarem ganhar, vai ganhar", avisa, se referindo a Yarisley Silva, medalha de ouro.

Joaquim Cruz vive atualmente nos Estados Unidos, onde trabalha como treinador no programa paralímpico do país e lidera as atividades de atletismo no Centro Olímpico de Chula Vista, na Califórnia. Mas ele acompanha de perto os resultados da modalidade no Brasil. "A Fabiana Murer foi bem. Ela tem confirmado o que a gente esperava, que era subir no pódio. Sempre trabalhou com esse objetivo e fez o resultado. Claro que torcia pelo ouro, mas sempre que um brasileiro chega ao pódio, não importa a posição, é motivo para festejar, principalmente nesse momento que o atletismo brasileiro não tem acertado muito", diz.

Fabiana saltou 4,85 m e só não ficou com o ouro porque Yarisley, na sua última tentativa, fez 4,90 m. "Quando você passa por eliminatórias e tem adversárias fortíssimas, quem estiver melhor fisicamente, emocionalmente e psicologicamente é que vai brilhar no dia. A Fabiana tem trabalhado em ciclos, nos Jogos de Londres ela não vingou por um erro técnico, mas depois dali ela só teve de olhar para frente. A Olimpíada do Rio está no alvo dela e não será fácil vencer, mas ela está no bolo", afirma.

Para Joaquim Cruz, o bom momento de Yarisley prevaleceu na final, que teve ainda a grega Nikoleta Kyriakopoulou na terceira posição, com um salto de 4,80 m. O especialista acha que a atleta cubana tem confirmado sua força nas competições e seria favorita à medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do próximo ano. "A Fabiana é uma atleta que tem competido com consistência, mas perdeu para a cubana, que é mais jovem, tem bons resultados nos dois últimos anos, ganhou o Pan de Toronto e será uma atleta difícil de se bater no Rio", conclui.


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