Rafael Bello/COB
Rafael Bello/COB

Jogos da madrugada na Olimpíada 2020: Brasil leva bronze histórico no tênis; Djokovic é apenas o 4º

Confira os principais destaques da madrugada olímpica em Tóquio

Redação, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2021 | 06h56

A madrugada deste sábado reservou um momento especial para o Brasil na Olimpíada de Tóquio. As tenistas Luisa Stefani e Laura Pigossi conquistaram a medalha de bronze ao vencer as russas Veronika Kudermetova e Elena Vesnina, atuais vice-campeãs de Wimbledon, por 2 sets a 1, com parciais em 4/6, 6/4 e 11/9, em 2 horas e 11 minutos de jogo. A vitória das brasileiras veio de virada e com um final emocionante, após a dupla salvar 4 match points. 

Outro resultado surpreendente no tênis foi a derrota do sérvio Novak Djokovic na disputa pela medalha de bronze no simples masculino. O número 1 do mundo fez exibição apática, com muitos erros e até quebras de raquete, e viu a terceira colocação ficar com o espanhol Pablo Carreño Busta, que ganhou por 2 sets a 1, com parciais de 6/4, 6/7 (6/8) e 6/3, em 2h47min de confronto.

Confira outros destaques da madrugada olímpica

Judô

O judô brasileiro se despediu de Tóquio sem a sonhada terceira medalha. O Brasil caiu para a Holanda nas quartas de final e, na repescagem, que valia o prosseguimento na busca pelo bronze, foi superado por Israel no Nippon Budokan, templo do judô. 

Os judocas do País foram superados por 4 a 2 pelos holandeses. Somente Daniel Cargnin (até 73 kg) e Mayra Aguiar (acima de 70 kg), ambos medalhistas de bronze em Tóquio, venceram seus combates. Contra Israel, apenas Maria Portela e Mayra Aguiar se deram bem. 

Handebol

A seleção brasileira de handebol feminino perdeu para a Suécia por 34 a 31. Com este resultado, a equipe vai precisar ao menos empatar com a França na última rodada, segunda-feira, para obter classificação para as quartas de final. O time brasileiro chegou a abrir uma vantagem de 12 a 8 no placar, com destaque para Alexandra, que converteu cinco tiros de sete metros. Mas, por causa de falhas no ataque e na recomposição da defesa, a Suécia cresceu no jogo e conseguiu a virada. 

Natação

A penúltima sessão de finais da natação no Centro Aquático de Tóquio contou com o brilho dos americanos Katie Ledecky e Caeleb Dressel, ambos com 24 anos. A nadadora se sagrou tricampeã olímpica nos 800 metros livre ao anotar o tempo de 8min12s57, tornando-se a primeira da modalidade a conquistar seis medalhas de ouro individuais em Olimpíadas. Ariarne Titmus, da Austrália, levou a prata, com 8min13s83, enquanto a italiana Simona Quadarella completou o pódio, com 8min18s35

Por sua vez, Dressel quebrou o recorde mundial dos 100m borboleta ao realizar a prova em 49s45, superando a própria marca de 49s50, estabelecida em 2019. O húngaro Kristof Milak levou a prata, com 49s68, e o suíço Noe Ponti ficou com o bronze, com 50s74. O americano também registrou o melhor tempo das semifinais nos 50 metros livre, cuja final será na noite deste sábado, pelo horário de Brasília. O brasileiro Bruno Fratus fez o terceiro melhor tempo, empatado com o grego Kristian Gkolomeev, e também avançou para a decisão.

Rúgbi

Derrotada nos quatro jogos das fases anteriores do rúgbi de sete feminino, a seleção brasileira se despediu da Olimpíada com vitória. As Yaras, apelido pelo qual o time é conhecido, ficaram com a 11ª colocação, a penúltima do campeonato. Venceram o Japão por 21 a 12 no Estádio de Tóquio, em jogo disputado para estabelecer a colocação final das equipes. As francesas vão disputar o ouro contra a Nova Zelândia, enquanto Fiji está na briga pelo bronze, em duelo com a Grã-Bretanha. As decisões começam às 4h30 deste sábado (horário de Brasília).

Atletismo

O Brasil garantiu duas vagas nas finais do atletismo em Tóquio. Campeão e recordista olímpico no salto com vara ao alcançar 6,03 metros na Rio-2016Thiago Braz avançou à final com de 5,75 metros — mesma marca de Armand Duplantis, sueco campeão e recordista mundial — e defenderá seu título no Japão. Na classificatória, Augusto Dutra saltou 5,65 metros, marca alcançada por três dos 12 finalistas, mas acabou eliminado por ter realizado o salto apenas na segunda tentativa.

No arremesso do disco feminino, Izabela da Silva lançou para 61,52 metros e se garantiu com a 12ª e última vaga por quatro centímetros. Fernanda Martins e Andressa Morais não alcançaram as marcas necessárias e foram eliminadas. 

Nos 800 metros, o carioca Thiago André fechou com o oitavo e último lugar, terminando com 1min47s75. Com o resultado, o carioca não avançou às finais. Ketiley Batista também não conseguiu alcançar a marca sonhada nos 100 metros com barreira e encerrou sua participação na capital japonesa na última colocação. 

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