Jogos de Pequim são mais difíceis que esperado, diz dirigente

Gerhard Heiburg é norueguês e membro do COI e procura ressaltar a ajuda que o evento pode trazer à China

REUTERS

10 de abril de 2008 | 12h42

Um importante membro norueguês do Comitê Olímpico Internacional disse que os Jogos de Pequim são "mais difíceis do que o esperado", mas criticou os protestos pró-Tibete realizados no revezamento mundial da tocha olímpica.. "Descobrimos que realizar os Jogos na China é mais difícil do que pensávamos originalmente", disse Gerhard Heiburg ao jornal norueguês Aftenposten, na quinta-feira. Veja também: COI diz que Jogos vão superar 'crise' com tocha Dalai-lama diz apoiar os Jogos e critica a violência  Indonésia encurta caminho de tocha para evitar protestos   Manifestantes invadem as ruas de São Francisco Entenda o conflito entre Tibete e China O trajeto completo do revezamento da tocha pelo mundo  Os protestos e a ligação histórica com os Jogos OlímpicosHeiburg, que chefiou o comitê de organização dos Jogos Olímpicos de Inverno de Lillihammer, em 1994, disse que "muitas coisas positivas" aconteceram na China desde que o país ganhou o direito de sediar os Jogos. "A China se abriu de um jeito completamente novo. Acho que, de forma geral, as Olimpíadas contribuem positivamente", disse Heiburg, um dos 10 membros do conselho do COI. Na semana passada, ele disse à Reuters que o COI pode tentar dialogar com a China sobre a situação no Tibet e a questão dos direitos humanos, caso estes assuntos ameacem o sucesso da Olimpíada de Pequim. Heiberg criticou os manifestantes que interromperam o revezamento da tocha Olímpica, dizendo que eles "não são dignos do espírito olímpico". O revezamento da tocha em Londres, Paris e São Francisco foi atrapalhado por protestos que pediam liberdade para o Tibet e avanços nos direitos humanos na China. As autoridades chinesas reprimiram os protestos de tibetanos no mês passado e acusaram o líder espiritual exilado, Dalai Lama, de orquestrar o motim como parte de sua campanha pela independência. O Dalai Lama nega o envolvimento.

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