REUTERS/Brian Snyder
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Jorge Zarif vai à medal race com chances de levar o bronze

Iatista da classe Finn terminou regatas em 15º e 9º, respectivamente

Clarissa Thomé, Estadão Conteúdo

14 Agosto 2016 | 18h23

O iatista Jorge Zarif, da Finn, vai à regata de medalhas na terça-feira, 16, com chances matemáticas de ganhar um bronze. Ele saiu do mar frustrado, depois de terminar regatas em 15º e 9º.

"Estar entre os dez primeiros do mundo é bom em qualquer coisa, até bolinha de gude. É até chato dizer isso, mas terminar em quarto ou em vigésimo na Olimpíada é quase a mesma coisa. Vamos tentar buscar o terceiro", disse ele, que enfrentou muita variação de vento, e se manteve na sexta posição.

A dupla Isabel Swan e Samuel Albrecht também foi classificada para a medal race da Nacra 17 em décimo lugar, sem chances de medalha.

O dia de mar difícil prejudicou também as duplas brasileiras da 470 - tanto os homens quanto as mulheres queimaram uma largada. Fernanda Oliveira e Ana Barbachan terminaram a segunda regata em oitavo e estão no oitavo lugar geral. Henrique Haddad e Bruno Betlhen terminaram a segunda regata em nono e estão em 24º. A classe tem ainda três regatas antes da medal race. 

RS:X 

Não que ele precisasse. Mas com o ouro já garantido, o holandês Dorian van Rjsselberghe ganhou a medal race da RS:X masculino e tornou-se bicampeão olímpico da classe na tarde deste domingo, 14. Ao todo, venceu oito das 13 provas que disputou. Sorridente e bem humorado, disse que evitou comemorar por antecipação. "Somos profissionais", disse ele, que iria comemorar numa casa patrocinada por cervejaria, na companhia do rei da Holanda, Guilherme Alexandre. "Não gosto muito de cerveja. Mas vou me divertir do mesmo jeito".

Crítico da poluição da Baía de Guanabara, ele lamentou que o Rio de Janeiro não tenha cumprido o compromisso de limpar o mar. "Brasil fez uma promessa alguns anos atrás, e não a cumpriu. Há muitos problemas no País, é um lugar muito bonito. É uma pena", disse Rjsselberghe. 

O britânico Nick Dempsey ficou com a prata, medalha também decidida nos pontos das regatas classificatórias. A medal race, afinal, só deciciu o bronze - ficou com o francês Pierre le Coq. Ricardo Winicki, o Bimba, ficou em sétimo geral e foi aplaudido pelo público, quando passou com a prancha junto à praia.

A francesa Charline Picon ganhou o ouro na RS:X, ao terminar em segundo a regata de medalha. A prata ficou com a chinesa Peina Chen e o bronze com a russa Stefaniya Elfutina. A brasileira Patrícia Freitas terminou em oitavo lugar. É a melhor posição dela em Olimpíada, depois do 18° lugar em Pequim-2008 e 13° em Londres-2012. 

Ela se emocionou ao encontrar, ao fim da medal race, com a britânica Bryony Shaw. Até a oitava colocação, os atletas ganham diploma de participação e este acabou ficando com a brasileira. "Ela fez ótimo campeonato. O esporte tem dessas coisas", disse Patrícia. A atleta lembrou que só pôde contar com um técnico a partir de janeiro deste ano. Ela espera poder contar com mais apoio para a preparação para Tóquio-2020.

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