Clayton de Souza|Estadão
Clayton de Souza|Estadão

Josiane reconhece que a garra de Jaqueline vem de berço

Mãe apoiou a ida da filha para São Paulo para jogar vôlei

Nathalia Garcia, O Estado de S. Paulo

08 de maio de 2016 | 07h00

A garra de Jaqueline vem de berço. Josiane Costa sempre se mostrou uma mulher de fibra, especialmente para criar as filhas sozinha. "Não tinha emprego naquela época, fazia qualquer coisa para dar a elas o que comer", relembra. De olho no futuro de Jaqueline, apoiou a sua mudança para São Paulo e pediu força à jovem. Aos 14 anos, a atleta foi convidada para jogar no Osasco. "Ela veio sozinha, chorava todos os dias."

O segundo momento de dificuldade na vida da jogadora veio em 2002, quando foi diagnosticada com uma trombose, e os médicos disseram que ela teria de amputar o braço. Para Josiane, a filha provou ser uma pernambucana arretada. "Ela deu a volta por cima, é uma guerreira", elogia.

Apesar de todas as demonstrações de força, a ponteira de 1,86 m ainda é uma "criançona" para sua mãe. "Jaqueline sempre me deu alegria. Para mim, é uma criança. Continua aquele bebê. É alegre, descontraída." Josiane conta que a filha gosta do apoio da mãe nas arquibancadas. "Quando está jogando, ela olha para cima. Sabe que estou lá. Quando ganha, sai correndo me procurando. Em Londres foi assim", recorda.

O nervosismo de Josiane é tão grande antes das competições que é a filha que liga para a mãe para pedir calma. "Ela fica preocupada comigo, sofro muito. Tenho dor de estômago, não como, não bebo água. Fico um 'trapo', paro no tempo", conta. A ansiedade pelos Jogos Olímpicos já toma conta dela. Na arquibancada, a promessa é de pulo, grito e brincadeira. "Minha torcida vai ser grande", garante.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.