Mariana Sá/CBF
Mariana Sá/CBF

Jucinara supera doença grave e estreia pela seleção brasileira de futebol nos Jogos de Tóquio

Lateral de 27 anos teve trombose e embolia pulmonar e interrompeu a carreira por um ano

Redação, Estadao Conteudo

28 de julho de 2021 | 14h02

A confirmação da classificação da seleção brasileira feminina de futebol às quartas de final nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 teve um gosto especial para a lateral Jucinara. Aos 27 anos, a jogadora fez sua estreia com a "amarelinha" em jogos oficiais na competição em que sonhava. Além disso, a partida representou a superação de um drama pessoal. 

Em 2015, cerca de um ano antes de ter a possibilidade da convocação para a Rio-2016, foi acometida por uma trombose, que ocasiou uma embolia pulmonar. A doença grave fez Jucinara parar de jogar por cerca de um ano, contando os meses internada e a recuperação. Na época, ela pensou em desistir da carreira.

"Tivemos que esperar muito tempo para saber se eu poderia voltar a jogar futebol. No final do ano, me perguntaram: ‘onde você se vê daqui a cinco anos?’. Respondi: 'na Olimpíada de Tóquio', relembrou a lateral da seleção. "Além da realização de um sonho, é a realização de algo que superei com o futebol. Não tenho palavras para explicar".

A gaúcha de Porto Alegre deu a volta por cima. Pelo Corinthians, foi campeã da Copa do Brasil em 2016 e, um ano depois, foi para a Espanha. Lá, passou por Atlético de Madrid, Valência e Levante, onde joga atualmente.

Jucinara estava nervosa com a estreia pela seleção, momentos antes de Pia Sundhage sacar a lateral do banco para entrar na partida contra a Zâmbia. "Tivemos uma vitória importante, seguimos o planejamento que a Pia nos pediu e eu estou muito feliz. Antes de o jogo começar, eu estava bem nervosa, mas logo fui ficando mais tranquila", disse a lateral.

A seleção joga pela Olimpíada de Tóquio contra o Canadá, valendo vaga para as semifinais do torneio, na próxima sexta-feira, às 5h (horário de Brasília).

 

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