Judô muda regras para incentivar ippon e extingue pontuação mais baixa

Mudança visa mais dinamismo durante as lutas da modalidade

Estadão Conteúdo

10 de dezembro de 2016 | 10h52

Após ganhar apenas três medalhas nos Jogos Olímpicos do Rio, o judô brasileiro vê as regras da modalidade mudarem. A Federação Internacional de Judô (IJF, na sigla em inglês) anunciou novas e impactantes mudanças nos combates, visando maior dinamismo e, principalmente, incentivando o ippon.

Agora, além das punições, só o golpe jogando o rival de costas no chão, ou a imobilização por 20 segundos encerram uma luta antes do tempo regulamentar - que caiu de cinco para quatro minutos no masculino. Antes, dois wazaris, o golpe intermediário, equivaliam a um ippon.

Pelas novas regras, que começam a valer em janeiro e serão testadas até o Mundial de Budapeste (Hungria), entre agosto e setembro, os wazaris só definem o vencedor se ninguém conseguir um ippon ao fim de quatro minutos de combate. Se aprovadas, as mudanças valem ao longo de todo o ciclo olímpico, até 2020.

Da mesma forma, a IJF também acabou com a figura do yuko, que era a menor pontuação possível do judô. No ano que vem, as situações que antes valiam yuko agora vão render um wazari.

Os shidôs, punições por diversos motivos, principalmente falta de combatividade, continuam existindo. Para incentivar os judocas a atacarem, agora três - e não mais quatro - shidôs eliminam um lutador. Por outro lado, isso dá mais poder aos árbitros.

Entre as diversas outras alterações técnicas, vale destacar o fim da eliminação por catada de perna, punição que tirou Rafaela Silva dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. A partir do ano que vem, essa infração vale apenas um shidô.

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