Toru Hanai/Reuters
Toru Hanai/Reuters

Judoca Mariana Silva vibra mesmo sem medalha: 'Foi meu melhor dia'

Brasileira acabou caindo nas semifinais da categoria até 63 kg depois de desbancar várias favoritas

Ciro Campos e Paulo Favero, enviados especiais ao Rio, Estadão Conteúdo

09 de agosto de 2016 | 20h24

Por pouco o Brasil não teve dois dias consecutivos de medalhas obtidas por mulheres no judô nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Nesta terça-feira, a jornada surpreendente da paulista Mariana Silva na categoria até 63 kg acabou com uma derrota na semifinal e o lamento por ter deixado escapar o bronze, na luta seguinte. Apesar disso, ela classificou a campanha como a melhor da carreira.

O resultado final de quinto lugar a fez deixar o tatame da Arena Carioca 2 aos prantos logo após perder a disputa pelo bronze. Depois de ir ao vestiário, ela voltou à zona mista após 1h40min, de humor recuperado e com outra análise sobre a campanha olímpica. A judoca afirmou estar feliz por ter conseguido derrotar adversárias mais fortes. "Ganhei de atletas que nunca havia vencido. Considerando que é uma Olimpíada, foi o meu melhor dia de judô. Ter conseguido ficar em quinto lugar é muito bom", afirmou.

Nas três vitórias até chegar à semifinal, a paulista de 26 anos derrotou a atual campeã europeia e uma ex-campeã mundial, a israelense Yarden Gerbi no golden score. A derrota que o tirou da disputa pelo ouro veio para a eslovena Tina Trstenjak, líder do ranking mundial, e que acabou como campeã olímpica.

A torcida no ginásio repetiu o incentivo para a judoca na disputa do bronze. A aposta era ajudar a conduzir a brasileira à medalha, como o feito no dia anterior com Rafaela Silva, ouro na categoria até 57 kg. O encanto não se manteve e Mariana perdeu para a holandesa Anicka van Emden.

A brasileira elogiou o apoio da torcida e avaliou o resultado no Rio como o melhor da carreira. "Tenho feito um trabalho mental com a minha coach [treinadora]. Isso foi muito bom, sensacional. Depois disso, comecei a me sentir mais confiante e tranquila para as competições", afirmou.

O melhor resultado da carreira de Mariana ameniza a decepção vivida em 2008, quando estreou em Olimpíada em Pequim, com derrota na primeira rodada. Em Mundiais, o melhor resultado dela foi chegar às quartas de final, barreira superada nesta terça com a presença na semifinal. "Estou feliz, mas não satisfeita com o resultado", disse.

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