Marcos Brindicci/Reuters
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Katie Ledecky adere ao profissionalismo na natação dos Estados Unidos

Depois de dominar as provas universitárias, ela decide dar um salto na carreira, mas Olimpíada continua a meta principal

Karen Crouse, The New York Times

31 de março de 2018 | 07h00

Katie Ledecky está renunciando aos seus últimos dois anos de qualificação em Stanford para se tornar nadadora profissional. Seu anúncio foi feito menos de duas semanas após ela dominar os eventos de nado de longa distância e levar Stanford ao segundo título consecutivo nos campeonatos de natação e mergulho da NCAA Division I.

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Ledecky, que conquistou cinco medalhas (quatro de ouro) nos Jogos do Rio, continuará a treinar em Stanford com o técnico Greg Meehan, ao mesmo tempo em que cursa psicologia e se prepara para a Olimpíada de 2020 em Tóquio.

Ledecky, de 21 anos, escreveu em um e-mail que estava refletindo sobre a decisão desde agosto. Em várias discussões com Meehan, chegaram à conclusão de que este era o melhor momento para fazer a transição para as fileiras profissionais “para se preparar para tentar alcançar meu melhor desempenho, em direção aos testes olímpicos de 2020”.

Um fator importante na decisão de Ledecky foi que as principais competições internacionais antes dos Jogos Olímpicos, bem como a própria Olimpíada, são disputadas em provas de longa distância, enquanto a temporada universitária é realizada em curta distância. Para se destacar em uma prova de 25 jardas (22,86 metros), é necessário um tipo diferente de treinamento, com ênfase nas voltas e um giro mais rápido dos movimentos. Em um longo curso, onde o número de voltas é cortado pela metade, a ênfase está na resistência e manutenção do tempo – na longa distância, Ledecky detém recordes mundiais nos 400, 800 e 1.500 metros de estilo livre.

Também restava pouco para Ledecky completar o nível da NCAA – além de talvez se tornar a primeira mulher a quebrar a barreira de 15 minutos nos 500 m em nado livre. Neste mês em Columbus, Ohio, ela conquistou seu segundo título consecutivo de 500 m estilo livre por mais de oito segundos, uma margem recorde, e defendeu com sucesso seu título de 1.650 m no estilo livre com margem de 28 segundos. Seu recorde americano para a distância, que ela estabeleceu no início desta temporada, foi 21 segundos mais rápido do que o tempo de qualquer outra mulher.

Como caloura no último ano, levou as mulheres de Stanford ao seu primeiro campeonato de equipes da NCAA em 19 anos. Nesta temporada, ajudou o Cardinal a defender essa coroa, com margem de vitória de 220 pontos. Em duas temporadas, ganhou oito títulos da NCAA e quebrou 11 recordes norte-americanos e 15 da NCAA – mantendo a nota média de 4,0 pontos.

Em comunicado, Meehan disse: “Estamos empolgados com Katie agora que ela passa para o próximo estágio da carreira”. Ele acrescentou: “Katie trouxe um novo nível de treinamento para nossa equipe e ajudou o grupo de distância a se tornar o mais formidável no país.”

Assim que Ledecky se acertar com um agente, poderá endossar produtos, incluindo roupas de banho. Como profissional, também poderá acessar sua remuneração mensal de treinamento. Ela está seguindo caminho similar ao feito em 2015 por outra campeã olímpica e campeã da NCAA, Missy Franklin, que se tornou profissional após sua segunda temporada na Califórnia-Berkeley. / TRADUÇÃO DE CLAUDIA BOZZO

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