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Sob intervenção, laboratório no Rio voltará a ser usado na Olimpíada

LBCD terá condução entregue em grande parte para técnicos estrangeiros

Jamil Chade - Correspondente em Genebra, O Estado de S. Paulo

20 de julho de 2016 | 18h18

A Agência Mundial Antidoping (Wada) coloca um fim à suspensão do Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem (LBCD), antigo Ladetec, abrindo caminho para que possa ser usado nos Jogos Olímpicos. O COI e o governo brasileiro respiram aliviados diante da decisão que evitará custos extras, e num local que já consumiu R$ 180 milhões em recursos públicos. Mas, para que o equipamento possa ser usado, o Brasil teve de permitir que padrões  internacionais fossem instaurados, com a fiscalização de especialistas estrangeiros.

A decisão final foi anunciada pelo presidente da Agência, Craig Reedie. Mas ela só ocorreu depois de uma inspeção realizada na semana passada, da troca no comando do controle de doping no Brasil e da inclusão de técnicos estrangeiros para colaborar nos procedimentos internos.

Num comunicado, a Wada indicou que o laboratório "cumpriu as exigências" e que "nenhuma nova suspensão é necessária". "Estamos satisfeitos em anunciar que o credenciamento foi aceito", disse Olivier Niggli, diretor-geral da entidade. Segundo ele, todas as partes trabalharam para "resolver o problema" e para que o laboratório pudesse estar em condições ideais". 

Segundo a Wada, os atletas podem estar seguros de que os testes serão conduzidos de forma "robusta". No mês passado, a agência suspendeu o LBCD e o proibiu de conduzir novos testes de urina ou sangue diante do que a agência qualificou como "erros procedimentais". 

O laboratório seria responsável pelo controle antidopagem nos Jogos e sua suspensão havia se transformado em uma grande dor de cabeça para os organizadores. Sem um laboratório no Rio, o COI e a Rio-2016 teriam de transportar diariamente centenas de amostras de sangue e urina de atletas para que fossem testados no exterior, com um custo que poderia ser milionário. 

O LBCD é o antigo Ladetec, que em 2013 perdeu seu credenciamento junto à Wada após uma série de "falsos positivos", quando o resultado de um exame antidoping dá positivo incorretamente. Ele foi reaberto em maio do ano passado. Só para a compra de novos equipamentos, materiais e operação foram destinados R$ 54 milhões pelo Ministério do Esporte. No total, o governo gastou mais de R$ 180 milhões com o local. 

Em 2016, uma vez mais, os "falsos positivos" foram registados, deixando a Wada alarmada. Um Comitê de Disciplina foi estabelecido e, numa decisão tomada nesta semana, optou por recredenciar o laboratório. 

 

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