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Lais Souza deixou o público comovido com sua determinação em carregar a tocha Divulgação

Laís Souza comove público que foi ao Parque do Ibirapuera para ver tocha olímpica

Ex-ginasta, tetraplégica após acidente, ficou em pé com o fogo olímpico

Alessandro da Mata e Rafael Pezzo, especial para o Estado, Estadão Conteúdo

24 de julho de 2016 | 21h35

Laís Souza comoveu o público neste domingo no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Ela assumiu a condução da tocha olímpica dos Jogos Rio-2016 em uma cadeira de rodas adaptada. A ex-ginasta se recupera da perda dos movimentos nos braços e pernas. Ela sofreu um acidente de esqui aéreo, quando se preparava para os Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, na Rússia, há dois anos, que a deixou tetraplégica.

"Minha tocha representa todos os cadeirantes", disse Laís, visivelmente emocionada. Quase de pé e com passos lentos, ela recebeu muitos aplausos. Gritos de "guerreira" a incentivaram durante um trajeto simbólico. "Eu fiquei muito emocionada quando as pessoas gritaram meu nome. Treinamos muito para que desse tudo certo", afirmou. "Estou carregando não só a minha felicidade, mas a vontade e a felicidade de muitas pessoas. A participação dos cadeirantes, dos brasileiros em geral".

Gustavo Borges, ganhador de quatro medalhas olímpicas, recebeu a tocha na rua Boavista, ainda no centro da capital. Ele fez questão de levar a família para prestigiar o evento. "É uma emoção diferente, por ser na cidade onde moro. Agora é o momento de ficar na torcida, com a minha mãe. Até porque se eu caísse nas piscinas, iria sentir o corpo meio dolorido e perderia para alguém 20 anos mais novo", brincou o atual comentarista das provas da modalidade, antes de dar um abraço no ex-jogador de vôlei e campeão olímpico em Atenas-2004, Giovane Gavio.

No Teatro Municipal, o maestro João Carlos Martins dividiu a emoção com Casagrande. Na subida da Consolação, o ex-jogador de futebol e atualmente comentarista de TV passou a vez. Ele lembrou que a cidade será palco de partidas do torneio de futebol. "Convido a torcida do Corinthians para assistir, da Arena, a semifinal do futebol masculino e a disputa do bronze feminino", disse.

Marcus Vinícius d’Almeida, de 18 anos, vai disputar os Jogos Olímpicos Rio-2016 no de tiro com arco. Vice-campeão da Copa do Mundo e campeão mundial Sub-17, ele participou do revezamento da tocha e neste domingo mesmo foi para a Vila Olímpica, no Rio. "Nosso grupo tem uma meta: fazer o melhor. E nosso melhor tem grandes chances de medalha. A emoção está batendo", afirmou.

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Ana Marcela Cunha: 'É um orgulho representar os atletas'

Ana Marcela Cunha, bicampeã mundial na prova dos 25km da maratona aquática

O Estado de S.Paulo

24 de julho de 2016 | 21h54

No momento em que coloquei o uniforme do evento do revezamento da tocha olímpica, foi como se eu estivesse vestindo a roupa da seleção brasileira. É muita emoção representar o País. É um orgulho representar os atletas em evento tão importante como esse. Foi muito bacana sentir a toda a energia da torcida nas ruas de São Paulo.

Acabei de chegar do México. Passei um período lá treinando longe, sozinha, para focar ainda mais no meu de objetivo conquistar uma medalha nos Jogos do Rio. Tenho que focar no meu trabalho e fazer o melhor.

Desembarquei às 9h30 no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, tomei banho e fui direto carregar a tocha. Tentei participar dos revezamentos em Salvador e Santos, mas, infelizmente, a minha agenda não era compatível com o evento.

Pedi uma autorização especial da Marinha para mudar o meu cabelo para os Jogos. Sabe como é, a Olimpíada é coisa séria.

Os Jogos do Rio serão muito complicados e equilibrados. Das 25 atletas classificadas para a maratona aquática, pelo menos 20 têm chances reais de medalha. Não descarto ninguém nessa disputa pelo pódio.

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Anderson Varejão: 'Tudo foi mágico. Isso vale ouro'

Anderson Varejão, jogador de basquete que defende o Golden State Warriors, da NBA

O Estado de S.Paulo

24 de julho de 2016 | 21h56

“É difícil descrever a emoção que senti. Foi uma mistura de ansiedade, com alegria, com orgulho, passou muito rápido... A chama olímpica tem um simbolismo muito especial, o Revezamento da Tocha é um momento importante, dá a sensação de um começo da Olimpíada, porque já começamos a sentir algo diferente. E não é apenas para quem vai estar participando, mas para todos que vão estar envolvidos de alguma maneira, sejam atletas, voluntários, imprensa, público, todos. Foi um dia único na minha vida.

Fiquei muito feliz quando recebi o convite, ainda no ano passado, para fazer parte desse evento. Tudo foi mágico. Isso vale ouro. Do momento em que as tochas se tocaram, com a ‘passagem’ da chama, até esse passeio pela rua, em meio ao público, o carinho de todos comigo... É uma interação diferente, uma coisa muito verdadeira, espontânea, me emocionou. Foi realmente especial, inesquecível, uma experiência que vou levar para o resto da minha vida.

Falta pouco para o início dos Jogos, o Brasil está vivendo a História, está fazendo parte da história olímpica, e espero que a Olimpíada tragam uma mensagem de paz, de harmonia e de união”.

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