Inovafoto
Inovafoto

Técnicos estrangeiros ajudam na evolução dos atletas do País

Profissionais de outros países auxiliam no desenvolvimento do esporte no Brasil e devem ter peso na meta de medalhas

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2015 | 07h05

A meta brasileira de terminar os Jogos Olímpicos do Rio-2016 em TOP-10 passa por um esforço além das fronteiras. Numa tentativa de desenvolver principalmente os esportes individuais, mas olhando também para as modalidades coletivas com menos tradição, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) e pelo menos duas dezenas de confederações foram atrás de técnicos estrangeiros.

A opção por treinadores de fora do País é bastante incentivada pelo COB. A entidade oferece cursos de aperfeiçoamento de dois anos para os técnicos brasileiros em sua Academia Brasileira de Treinadores, e alguns dos professores são justamente os treinadores “importados”. A ideia é que, além de preparar os atletas e as equipes para a Olimpíada, esses profissionais repassem experiências aos técnicos locais.

Atualmente, as confederações brasileiras de esportes olímpicos contam com 40 treinadores estrangeiros. O atletismo trouxe cinco profissionais do exterior, enquanto que o tiro esportivo apostou em quatro técnicos de fora do País. 

Os treinadores vêm de diferentes partes do mundo. A maioria (24) é europeia, mas há também profissionais de outros países das Américas (10), da África (2), da Oceania (3) e uma representante asiática.

Trata-se da japonesa Yuko Fuji, que trabalha com as equipes masculina e feminina de judô há pouco mais de dois anos. A ex-judoca, que já fez parte da equipe técnica de Malta, Nova Zelândia e Grã-Bretanha, veio para o Brasil a fim de desenvolver melhor os fundamentos dos atletas do País.

“A seleção brasileira de judô foi sempre uma das equipes que mais me impressionavam. É um time de trabalhadores, de guerreiros e bem unidos. E os técnicos sempre buscam o melhor para os atletas”, comentou Yuko, que destacou ainda o “bom ambiente” que encontrou para trabalhar no Brasil.

Sobre a contribuição que pode dar aos atletas em busca de uma medalha olímpica, a japonesa explica que “emprega toda a energia” e desenvolve métodos de treinamento específicos para cada um dos atletas. Mas Yuko pondera que não existe um segredo para se moldar um medalhista. “Não existe mágica para ser campeão. Sempre precisa de repetição, ajuste e continuidade. Quem tem paciência para fazer isso tudo, responde bem ao trabalho”, avisa.

Nos esportes coletivos, a opção por estrangeiros já demonstra resultados práticos. O dinamarquês Morten Soubak ajudou o Brasil a conquistar o Mundial Feminino de Handebol e os Jogos Pan-Americanos de Toronto, enquanto que o espanhol Jordi Ribera comandou a equipe masculina na conquista do ouro no Pan deste ano. 

O basquete masculino, que também chegou ao ouro em Toronto, conta com o técnico argentino Rubén Magnano desde 2010. O polo aquático chegou ao pódio nos homens e nas mulheres com um croata (Ratko Rudic) e um canadense (Pat Oaten) como técnicos. No rúgbi, o neozelandês Chris Neill ajudou a seleção feminina a conquistar um bronze histórico no Pan, enquanto o argentino Andrés Romagnoli comandou a campanha do 6º lugar no masculino.

Tudo o que sabemos sobre:
Rio 2016OlimpíadasBasqueteHandebol

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.