Levantador Ball encerra longa caminhada com ouro olímpico

A tatuagem no braço de Lloy Ball diz quea "Raiva é um dom", mas neste domingo o levantador de 36 anosda seleção de vôlei dos Estados Unidos estava exaltando apenasalegria ao encerrar sua quarta participação em Olimpíadas comuma medalha de ouro. "Você será um 'olímpico' para sempre. Ser chamado decampeão olímpico é --eu não sei o que vai no topo da cerejanuma banana split, mas agora estou no topo disso", afirmouBall, após a vitória por 3 sets a 1 dos EUA sobre o Brasil nadecisão dos Jogos de Pequim. A medalha no domingo foi a primeira de ouro dos EUA novôlei masculino desde 1988. Aquela vitória, e o ouro nos Jogosde Los Angeles-1984 inspiraram Ball a investir no vôlei em vezdo basquete, esporte que ele jogava bem o bastante a ponto deser convidado a defender a equipe da Indiana University. Ele recusou, e a jornada até a glória foi tortuosa. Elevoltou dos Jogos de Atlanta, Sydney e Atenas sem medalha, e seaposentou duas vezes por frustração, mas acabou voltando paraum capítulo final glorioso. "Após três Olimpíadas sem a gente ganhar medalha, o únicoassunto era que eu era o levantador. Como um jovem atleta de 20anos, isso começa a te abalar e a confiança diminui", disseBall. O técnico Hugh McCutcheon assumiu um risco enorme ao levarBall de volta ao time, segundo o próprio jogador, mas olevantador de 2,03 metros estava mais maduro e foi um ponto deforça mental para o restante da equipe. "Quando você é jovem, você está sempre procurando motivaçãopara vencer. Para mim, nessa idade, eu apenas me divirtojogando." Com a tão aguardada medalha de ouro no pescoço, Balldescartou a possibilidade de jogar em Londres, daqui a quatroanos. "Eu voltei. Consegui o que queria. Dessa vez eu me aposentopela terceira vez, essa será mais elegante e sem volta", disseBall a repórteres.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.