Líder do Parlamento do Tibete declara apoio à Olimpíada

Karma Chophel diz que os Jogos devem servir apenas como apoio para obrigar a China a obedecer leis

Darren Ennis, REUTERS

26 de março de 2008 | 13h48

Os Jogos Olímpicos deveriam ser realizados conforme o previsto apesar da repressão da China contra manifestantes no Tibete, mas poderiam ser usados para pressionar o governo chinês, disse nesta quarta-feira o presidente do Parlamento no exílio. "A postura do governo tibetano no exílio é clara e continua a mesma. A Olimpíada deveria ser realizada na China", afirmou Karma Chophel, em entrevista coletiva realizada no Parlamento Europeu, em Bruxelas. "Mas precisamos usar os Jogos para obrigar a China a obedecer às leis internacionais." O Parlamento do Tibete no exílio possui sua sede em Dharamsala, Índia, onde o líder espiritual tibetano, Dalai Lama, comanda o governo no exílio que ele e seus seguidores criaram após um levante frustrado para colocar fim ao domínio chinês, em 1959. Chophel é um fiel aliado do Dalai Lama, o qual, por sua vez, já se manifestou favoravelmente à realização das Olimpíadas na China. O país asiático vem sendo pressionado pela comunidade internacional devido à forma como enfrenta as manifestações surgidas recentemente no Tibete. Houve, inclusive, apelos para que o evento, marcado para agosto, fosse boicotado. O presidente da França, Nicholas Sarkozy, conclamou a China na terça-feira a agir de forma responsável em relação aos protestos no Tibet e cogitou a hipótese de boicotar a cerimônia de abertura dos Jogos. Sarkozy deu essas declarações um dia depois de um grupo de defesa dos direitos humanos ter realizado uma manifestação na cerimônia em que foi acesa a tocha olímpica, na Grécia. O grupo protestava contra a repressão às mobilizações no Tibete, em meio à qual, segundo a China, morreram 19 pessoas. O governo tibetano no exílio diz que 140 pessoas foram mortas nas manifestações.

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