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Livre para Rio-2016, Ana Claudia diz que foi 'vítima de contaminação' em doping

Atleta diz que tomou medicação para curar uma lesão no joelho

Gonçalo Junior, enviado especial ao Rio, Estadão Conteúdo

03 de agosto de 2016 | 14h25

Cinco meses depois de ter sido pega em um exame antidoping, a velocista Ana Claudia Lemos se disse “vítima de uma contaminação”. “Foi um erro, ficou provado em um laboratório no Brasil e outro no Canadá. Eu fui vítima de uma contaminação”, disse a atleta ontem na Comissão Desportiva da Aeronáutica, no Campo dos Afonsos, local que se tornou o centro de treinamentos do atletismo brasileiro.

Ana Claudia foi suspensa por doping pelo uso de um esteroide (oxandrolona). A substância estava em um medicamento usado para curar uma lesão no joelho, de acordo com a velocista. Seu advogado, Marcelo Franklin, prometeu retaliação ao laboratório, principalmente. Em razão do resultado, a atleta foi demitida de seu clube, o BM&F Bovespa, de São Caetano.

“Ela teve toda sorte de prejuízo. Perdeu competições, patrocínios. Essa conta vai chegar”, disse o advogado. “Estamos fazendo o levantamento. Muita gente acusou a Ana Claudia sem provas”.

O principal nome da velocidade feminina no Brasil se sentiu abandonado durante o período de suspensão. “Senti falta de amizade. Eu enfrentei tudo com a ajuda de psicólogos. Repensei algumas atitudes minhas, me aproximei da família”, disse a velocista. “Quando olhava no celular, eu queria conversar, falar com os amigos, mas não tinha”, conta, emocionada. 

A atleta conta que pensou em desistir do atletismo. “Eu pensei que nunca mais poderia voltar a correr. Pensei em acabar com a carreira, mas só foram cinco minutos pensando isso. Consegui virar a página”. 

HISTÓRICO

Ana Claudia Lemos foi suspensa pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), cumpriu o período longe das pistas e a Federação Internacional de Atletismo (Iaaf) decidiu não recorrer. Segundo Franklin, a decisão do órgão internacional foi baseada nas comprovações de contaminação que a defesa teria apresentado. Com isso, ela está liberada para participar dos Jogos. Suas provas serão os 100 m, 200 m e o revezamento 4 x 100 m. 

“Nossa maior preocupação é que ela estivesse fora de forma. Mas ele treinou durante o período de suspensão e voltou muito bem”, afirmou Ricardo D’Angelo, presidente da confederação. 

Em seu retorno, em julho, Ana correu 11s14, a melhor marca do Brasil na temporada nos 100 m e voltou a ser um dos pilares do revezamento.

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