Marko Djurica| Reuters
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Louca por Jordan, Alexandra perdeu foto com Kobe e espera por Bolt

Derrota de virada para Noruega, em Londres, marcou a ponta-direita de forma positiva e negativa

Marko Djurica| Reuters
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Rafael Pezzo, O Estado de S.Paulo

19 de julho de 2016 | 07h00

Na Olimpíada de Londres, em 2012, a seleção brasileira feminina de handebol teria a Noruega, campeã mundial do ano anterior, no primeiro confronto do mata-mata. Ao final do primeiro tempo, o Brasil foi para o intervalo com uma boa atuação e sustentando uma vantagem por 13 a 9. "Estávamos muito seguras e positivas que ia dar certo. Entramos bem, todas concentradas contra as norueguesas. Fizemos um primeiro tempo fenomenal. E isso me marcou pelo lado positivo", conta Alexandra Nascimento. 

"Pelo lado negativo, mesmo achando que estávamos indo bem, mesmo tendo feito uma preparação para a Olimpíada, não conseguimos manter a mesma paciência, a mesma concentração no segundo tempo contra Noruega. Isso também me marcou", completa a ponta direita, lembrando a eliminação nas quartas de final por 21 a 19.

Alexandra, no entanto, não deixou Londres de mãos vazias, já que foi eleita a melhor jogadora de sua posição nos Jogos. Ao final daquela temporada, Alexandra também seria a primeira brasileira eleita a melhor jogadora do mundo da modalidade. Mais ainda, o País conquistaria o primeiro campeonato mundial no ano seguinte, na Sérvia. 

Hoje, Alexandra se prepara para disputar a quarta Olimpíada. Aos 34 anos, ela ainda se recorda das vezes em que se reunia com a família para assistir às disputas a cada quatro anos. "Não tínhamos esporte preferido. Sentávamos e assistíamos a tudo que estava passando", explica a paulista natural de Limeira. "Quando consegui ir para os Jogos, quando estava lá na Vila Olímpica, falava: 'Meu Deus, olhava pela televisão e agora estou aqui, dentro de uma Olimpíada'. Até hoje, quando estou competindo, sempre lembro desse detalhe. É como estar vivendo um sonho."

Além dos eventos olímpicos, Alexandra se juntava à família para acompanhar o Ayrton Senna, na Fórmula 1, e também à NBA, "porque eu era louca pelo Michael Jordan", confessa. A jogadora nunca teve a chance de encontrar o astro do Chicago Bulls, mas desperdiçou a oportunidade de tirar uma foto com Kobe Bryant. Quando avistou a seleção de basquete norte-americana passeando pela Vila Olímpica, a brasileira ficou boquiaberta, pensando: "Não acredito que é ele aqui na minha frente". Quem conseguiu tirar foto com ele foi a companheira Dani Piedade, "que parece uma formiguinha, e quando está nas Olimpíadas, tira foto com todo mundo. Quem dera se o Michael Jordan ainda estivesse jogando. Acho que dava minha vida para tirar uma foto com ele". 

A meta de Alexandra agora é conhecer Usain Bolt. Chateada com a lesão sofrida pelo jamaicano, a brasileira tem o velocista como ídolo não apenas pelos feitos nas pistas, mas também pelas atitudes fora das áreas de competição. "Aparenta ser uma pessoa super humilde, ajuda seu país, chama as crianças para participar do esporte e gosto dessa mentalidade", explica. 

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