Lucy Nicholson| Reuters
Lucy Nicholson| Reuters

Luiz Alberto de Araújo termina em 9º lugar no 1º dia do decatlo

Das cinco provas, brasileiro fez sua melhor marca do ano em quatro

Gonçalo Junior e Nathalia Garcia, enviados especiais ao Rio, Estadão Conteúdo

18 Agosto 2016 | 00h08

Luiz Alberto de Araújo terminou o primeiro dia de disputas do decatlo na 9ª posição na classificação geral. Das cinco provas, o brasileiro fez sua melhor marca do ano em quatro - duas delas foram as melhores marcas da carreira. Nesta quinta-feira, as últimas cinco provas decidem o pódio. O brasileiro está a 200 pontos do terceiro colocado, o canadense Damian Warner (4.489 contra 4.281).

Na segunda série da prova de 400 metros rasos, por exemplo, Luiz Alberto terminou na primeira colocação com 48s14, um centésimo à frente do cubano Leonel Suárez, conquistando 902 pontos. Foi o melhor tempo da carreira.

Por outro lado, teve dificuldades no salto em altura. "Tem mais cinco provas (no decatlo). É um dia mais técnico, tem que sobrar fôlego. A torcida ajudou. A cada passada que eu dava, escutava os gritos. Isso ajudava. Um estádio assim faz muita diferença", comentou o brasileiro.

Nas duas finais desta quarta-feira no Engenhão, o domínio foi norte-americano. Nos 100 metros com barreiras, o pódio foi todo dos Estados Unidos. Brianna Rollins conquistou o ouro com o tempo de 12s48, à frente de Ali Nia (12s59) e Kristi Castlin (12s61).

Após uma disputa acirrada, a final do salto em distância, que não contou com a presença de brasileiras, a norte-americana Tiana Bartoletta conseguiu sua segunda medalha de ouro na carreira após ter vencido o revezamento 4x100 metros em Londres-2012. Ela saltou 7,17 metros.

Brittney Reese chegou aos 7,15m e ficou com a prata, mesmo resultado que havia conquistado em Londres. É a primeira vez que os Estados Unidos conquistam ouro e prata na prova. A terceira colocada foi Ivana Spanovic, que levou a primeira medalha da Sérvia, com um salto de 7,08m.

Única russa a competir no atletismo no Rio de Janeiro, Darya Klishina ficou aquém do esperado e terminou a prova somente na nona colocação, sem alcançar a marca de 6,63 metros. A atleta obteve vaga na Olimpíada após recorrer à Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) a poucos dias da sua estreia.

O atletismo russo foi impedido de competir no Rio de Janeiro por causa do escândalo de doping sistemático revelado em novembro do ano passado. Klishina foi a única exceção porque mora nos Estados Unidos e foi submetida a exames antidoping fora do território russo, principal critério para liberar a participação dos atletas na Olimpíada.

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