Hélvio Romero|Estadão
Aline Silva ensina luta olímpica para crianças do quinto ano em colégio paulista Hélvio Romero|Estadão

Luta olímpica agita o colégio Dante Alighieri

Atleta Aline Silva faz clínica para 250 alunos em evento do 'Esporte em Ação'

O Estado de S. Paulo

10 de maio de 2016 | 14h46

Cerca de 250 alunos do 5º ano do Colégio Dante Alighieri tiveram uma manhã de terça-feira diferente e bastante animada. Durante uma hora, as crianças de 10 e 11 anos participaram de uma clínica com Aline Silva, a principal atleta de luta olímpica do Brasil. O evento fez parte do "Esporte em Ação", projeto que reúne atletas e ex-atletas com estudantes de escolas públicos e particulares. O objetivo é deixar um legado sobre os Jogos Olímpicos.

"Acho esta iniciativa ótima. Só assim podemos mudar alguns conceitos na educação física. Não precisamos só ter esportes com bola. Dança e lutas também são atrativas para as crianças. Além disso, passam respeito e disciplina", disse Aline Silva, primeira atleta brasileira a conquistar uma medalha de ouro em campeonatos mundiais. Em 2014, ela conquistou a medalha de prata na categoria 75 quilos e está em quarto lugar no ranking.

Carlos Henrique Alvarez Nicolas, de 63 anos, é o coordenador da Educcação Física. "As crianças se interessam por todos os tipos de esporte. Por isso, buscamos apresentar todas as modalidades para que elas possam escolher a de sua preferência", disse o professor, que está na colégio há 34 anos. Depois de uma rápida apresentação pessoal, Aline apresentou um vídeo para os alunos sobre sua participação no Campeonato Mundial em Tashkent, no Usbequistão.

Mas o momento mais emocionante foi quando o professor Luis Carlos Farina, de 54 anos, informou aos alunos que eles poderiam fazer alguns exercícios de luta. A garotada não se conteve e aos gritos, palmas e pulos  se posicionaram à espera da oportunidade de aprender técnicas de luta com Aline Silva. Ao final do evento, as crianças receberam uma medalha das mãos de Aline Silva. E vários deles beijaram o símbolo, como se tivessem em um pódio olímpico. Talvez daqui a alguns anos.

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Crianças brincam, pulam, gritam... se divertem

Arthur, Catalina e Giulia gostaram muito da presença de Aline Silva na escola

O Estado de S. Paulo

10 de maio de 2016 | 15h05

Arthur, Catalina e Giulia estão esgotados, mas felizes. Os três alunos dos Colégio Dante Alighieri participaram intensamente dos exercícios proporcionados pela lutadora Aline Silva. Foi um teste de fogo para os estudantes. "Eu adoro luta. Vejo boxe, MMA, não conhecia a luta olímpica, mas gostei bastante", disse o menino de 11 anos, que quer ver o astro Stephen Curry, da seleção norte-americana de basquete, nos Jogos Olímpicos do Rio - a garotada acompanha a NBA com regularidade.

Aline Silva fez questão de 'testar' e ensinar alguns golpes com a molecada. O Esporte em Ação, do Estadão, tem esse compromisso: o de despertar dos jovens o interesse por modalidades olímpicas.

Giulia, de 10 anos, não gosta muito de luta, mas aprovou a presença de Aline Silva em sua escola. "É sempre muito legal quando temos a visita de uma atleta famosa, dessas que disputam os Jogos Olímpicos", afirmou a menina, com as bochechas rosadas por causa do esforço durante os exercícios. Ela prefere ver e praticar vôlei e basquete, duas de suas modalidades preferidas.

Já Catalina, também de 10 anos, é praticante de capoeira e mostrou intimidade com os movimentos da luta olímpica. A menina é fã de ginástica e da norte-americana Gabby Douglas. "Vocês poderiam trazer a Daiane dos Santos", afirmou, referindo-se à ex-atleta olímpica do Brasil. O Estadão tem convidados miutos atletas para o evento, mas nem todos conseguem abrir suas agendas, sempre atoladas de compromissos.

Além da prática, os alunos também mostraram interesse em saber destalhes da vida e da carreira de Aline Silva, a ponto do professor Farina brincar com  eles: "Se vocês continuarem a fazer tantas perguntas, vamos ter pouco tempo para os exercícios." Cada golpe de Aline foi seguido de uma comemoração muito grande das crianças, quase como se tivesem ganhando uma medalha.

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Aline Silva tem medo do futuro do esporte após os Jogos

Atleta teme que patrocinadores deixem de investir depois dos Jogos

O Estado de S.Paulo

10 de maio de 2016 | 15h12

Aline Silva passou quase o tempo todo com o sorriso no rosto durante sua clínica nesta terça-feira no colégio Dante Alighieri, em São Paulo. Falar com crianças e adolescentes é sua especialidade. Ele gosta e se diverte. Seu semblante só ficou fechado ao ser questionada sobre o futuro do esporte no Brasil, o futuro da luta olímpica. "Isso é uma coisa que me dá muito medo. Todos os setores do País estão em crise e o esporte acaba sofrendo também, mesmo em um momento tão importante com a proximidade da olimpíada."

Aline disse que teme pela falta de apoio financeiro a partir do fim dos Jogos do Rio. "Agora está tudo ótimo. Recebemos do governo, da Marinha, de patrocinadores, mas não sabemos como tudo vai ficar com a passagem da Olimpíada." Como País-sede, o Brasil deveria ter representantes em todas as modalidades desde que tenha índice.

Apesar do futuro incerto, Aline Silva demonstra otimismo com relação à participação brasileira no Rio-2016. "Tínhamos direito a quatro vagas-convite na luta olímpica, mas conseguimos cinco lutando. Isso mostra que atingimos um nível muito bom. Acho que vamos conseguir pelo menos uma medalha."

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