EFE/Jorge Zapata
EFE/Jorge Zapata

Magnano indica saída e critica recusa de jogadores pela seleção de basquete

Contrato do técnico acaba no fim do mês e ainda não houve conversa entre as partes

Ciro Campos, enviado especial ao Rio, O Estado de S.Paulo

16 Agosto 2016 | 22h30

A eliminação precoce da seleção brasileira masculina de basquete nos Jogos do Rio deixa o elenco e o comando sob dúvidas para o futuro. O técnico argentino Ruben Magnano tem contrato até 31 de agosto e não foi procurado para renovar. Além disso, boa parte dos 12 jogadores do time caiu na fase de grupos do torneio olímpico tem mais de 30 anos e não deve integrar o grupo para o próximo ciclo olímpico.

O adeus prematuro do Brasil na competição veio na noite de segunda-feira. A equipe até fez a sua parte, bateu a Nigéria por 86 a 69 e torcia para a Argentina derrotar a Espanha, combinação que dava ao time da casa vaga nas quartas de final. Porém, o resultado negativo do outro jogo, a vitória europeia por 92 a 73, encerrou a campanha após cinco jogos, com duas vitórias e três derrotas.

"Tenho contrato somente até agora, aí acaba o meu vínculo. Não tenho nenhuma proposta para continuar. A confederação vai fazer a avaliação do cenário. Eu, como treinador, tenho a obrigação de escutar. Mas até agora não tive mais contatos", comentou Magnano, campeão olímpico como técnico da Argentina em 2004 e no cargo de comando do Brasil desde 2010.

Nesse trabalho o treinador contou com uma das melhores gerações recentes do basquete brasileiro. O grupo de 12 jogadores tinha sete remanescentes dos Jogos de Londres, em 2012, e contava com cinco atletas que atuam na NBA. A média de idade do conjunto era de quase 30 anos, a mais alta entre todos os participantes do basquete masculino.

Por outro lado, a eliminação pode significar o adeus para alguns desses jogadores. Nomes como Guilherme Giovannoni, de 36 anos, Nenê e Marcelinho Huertas, de 33, mais Alex Garcia, de 36, dificilmente vão fazer parte do próximo ciclo olímpico, o de Tóquio, em 2020. "Alguns dos jogadores vão ficar fora da seleção e vão dar espaço paulatinamente a uma quantidade de jovens. Espero que eles, quando sejam convocados, venham mesmo, e reforcem a seleção", disse.

O comentário de Magnano é uma crítica às dificuldades enfrentadas por ele em alguns momentos. Atletas que estavam em times da NBA chegaram a recusar convocações para priorizar o calendário americano. Nos Jogos do Rio o argentino não pode contar com Anderson Varejão e Thiago Splitter, dois que atuam nos Estados Unidos, mas ausentes do campeonato por problemas de lesão.

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