AFP
AFP

Maior cestinha dos Jogos, Oscar acredita em medalha para o Brasil

O 'Mão Santa' participou de cinco Olimpíadas e detém uma série de recordes

Igor Ferraz, O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2016 | 08h03

Oscar Schmidt, o ‘Mão Santa’, possui feitos quase inalcançáveis quando se fala de Olimpíada. Foram 1.093 pontos anotados em cinco edições dos Jogos: Moscou-1980, Los Angeles-1984, Seul-1988, Barcelona-1992 e Atlanta-1996. Apesar de nunca ter conquistado uma medalha, Oscar deixou seu nome marcado na história do esporte olímpico brasileiro e mundial.

Hoje, com 58 anos, o Mão Santa é polido ao falar sobre os recordes: “Minha maior honraria é ter disputado cinco Olimpíadas”. Além de maior cestinha, Oscar também é o jogador com mais conversão de lances livres e de cestas de dois e três pontos na história dos Jogos. Apenas Teófilo Cruz (Porto Rico) e Andrew Gaze (Austrália) também podem dizer que disputaram cinco Olimpíadas no basquete.

Com bom humor, Oscar conta as lembranças que guarda com carinho de sua história na Olimpíada: “Eu tenho duas lembranças muito especiais, mas que não são relacionadas ao jogo em si. A primeira é de 1980 (em Moscou), quando nós, brasileiros, pegamos todas as lunetas que tinham na vila olímpica e colocamos em nossas varandas para olhar o prédio das meninas, que ficava ali do lado (risos)”.

Porém, não são apenas recordações boas que ele guarda dos Jogos Olímpicos. Afinal, ficou faltando uma medalha olímpica no currículo de um dos maiores jogadores de basquete em todos os tempos: “Outra lembrança bem viva que eu tenho é de Seul, quando jogamos contra a União Soviética e eu tive a bola do jogo, mas errei”, lamenta Oscar.

Apesar do esquadrão brasileiro de hoje ser mais fraco do que o time das décadas de 1980-90, o Mão Santa aposta em uma medalha para o time de Rubén Magnano no Rio-2016: “Eu creio que o time masculino irá ganhar uma medalha, mas no feminino não tenho muita esperança.” Na última Olimpíada, o basquete masculino do Brasil terminou em 5º lugar, com quatro vitórias e duas derrotas.

Como se não bastasse, o maior cestinha em uma única partida de Jogos Olímpicos também leva o nome de Oscar Daniel Bezerra Schmidt: contra a Espanha, em Seul-88, o Mão Santa anotou incríveis 55 pontos, apesar da derrota brasileira por 118 a 110. Todos estes feitos permitiram a Oscar também ser o líder em média de pontos na Olimpíada: são 42,3 por jogo. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.