Marcos Arcoverde/Estadão
Marcos Arcoverde/Estadão

Manutenção das arenas olímpicas do Rio vai custar R$ 59 milhões por ano

Eduardo Paes e Leonardo Picciani apresentaram Plano do Legado ao TCU e à Justiça Federal

Constança Rezende, Estadão Conteúdo

04 de agosto de 2016 | 20h55

A manutenção das arenas olímpicas do Rio de Janeiro vão custar aos cofres públicos cerca de R$ 59 milhões por ano. Somente o Centro Olímpico de Treinamento de Deodoro está estimada em R$ 46 milhões de recursos da União, de responsabilidade dos Ministérios da Defesa e do Esporte. Já a manutenção do Centro Olímpico da Barra será feita em modelo de Parceria Público Privada (PPP) e custará R$ 13 milhões a Prefeitura do Rio.

Os dados foram apresentados nesta quinta-feira, pelo ministro do Esporte, Leonardo Picciani, e pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB). O Plano do Legado foi apresentado, nesta semana, ao Tribunal de Contas da União (TCU) e à Justiça Federal no Rio.

De acordo com Picciani, as arenas da Barra terão uso primário para treinamento e competições de esporte de alto rendimento e uso secundário para iniciação esportiva e desenvolvimento da base. Já o Parque Aquático e a Arena do Futuro serão desmontados e transformados em dois centros aquáticos e quatro escolas municipais.

O Centro Olímpico de Treinamento de Deodoro terá uso primário para treinamento e competições de esportes de alto rendimento e treinamento de equipes do Exército Brasileiro. O uso secundário será para aluguel para outras atividades desportivas.

Paes defendeu o valor investido pela Prefeitura. "Não é um valor nada exagerado pelo equipamento que nós estamos deixando", disse.

Picciani também informou que o governo federal gastou R$ 2,098 bilhões, e a Prefeitura do Rio, R$ 732 milhões nas 22 instalações esportivas construídas e reformadas. Além deste valor, a iniciativa privada colaborou com mais R$ 4,240 bilhões.

"O dado a chamar bastante atenção é que os investimentos públicos na construção de áreas, equipamentos esportivos e arenas representou 40% dos investimentos, 60% são da iniciativa privada", disse.

Questionado, durante a coletiva, sobre a declaração do presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, que afirmou que espera que "nunca mais" o movimento olímpico passe por um "teste de estresse como ocorreu no Rio de Janeiro", Paes não contra-atacou. "Não sou comentarista para comentar declarações. Não vou falar porque não sei em que circunstância essa frase foi dita", afirmou.

Ao falar novamente sobre os legados para o Rio, acrescentou: "Não tem improviso na Olimpíada do Rio. Não tem equipamento entregue fora do prazo. A única obra que atrasou um pouco foi a do Velódromo e, mesmo assim, foi um pouco e tivemos condições de fazer eventos testes. Se houvesse improviso, não haveria tantas parcerias privadas e concessões".

 

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