Koji Sasahara/AP
Koji Sasahara/AP

Maratona de Tóquio-2020 pode ter horário adiantado por causa do forte calor

Mudança busca evitar que os atletas tenham de enfrentar temperaturas entre 39 e 41 graus na hora da prova

Estadão Conteúdo

05 Dezembro 2018 | 11h26

A disputa da maratona nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 poderá ter seu horário adiantado por causa do forte calor previsto para a capital japonesa. O Comitê Olímpico Internacional (COI) e o Comitê Organizador de Tóquio-2020 pretendem iniciar a corrida de 42.195 metros entre as 5h30 e 6 horas. O horário inicial é às 7 horas.

O objetivo da mudança no horário é evitar que os atletas tenham de enfrentar temperaturas entre 39 e 41 graus, esperadas para o período dos Jogos, que serão realizados entre os dias 24 de julho e 9 de agosto de 2020.

Proposta por um comitê de especialistas em medicina esportiva e meteorologia durante reuniões realizadas nos últimos dias em Tóquio, a medida tem o apoio da prefeitura da cidade japonesa, que já discute uma maior disponibilidade do transporte público nas primeiras horas do dia.

O COI e o Comitê Organizador de Tóquio-2020 apresentaram a proposta para a Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF, sigla em inglês) para tentar oficializar a mudança até o fim do ano. "O mesmo poderá ser feito para outras competições como a marcha de 50 quilômetros, jogos de rúgbi e provas de ciclismo", disse Yoshiro Mori, presidente do comitê organizador.

Outras medidas já foram tomadas para tentar amenizar as causas do intenso calor, como a instalação de um asfaltamento reflexivo especial, mais espaços sombreados durante o percurso, além da implantação de mais equipamentos médicos nos locais de competição.

"Faremos todo o possível para garantir uma competição sem riscos para os atletas e para os espectadores", disse o australiano John Coates, presidente da Comissão de Coordenação dos Jogos de Tóquio.

Coates admitiu que todas estas medidas "trarão um impacto orçamental", mas que serão administradas pelos organizadores, que "vão encontrar uma maneira de manter as contas equilibradas "e, assim, atender às demandas impostas pelo Comité Olímpico Internacional".

O Japão foi alvo no verão passado de um calor muito forte, que elevou as temperaturas a marcas recordes, o que aumentou a preocupação do COI com as condições climáticas para a disputa da Olimpíada.

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