Marcel e Luísa Parente serão auditores no Tribunal de Justiça Antidopagem

Ex-atletas ficarão responsáveis por entidade que tentará controlar o doping no Brasil

Estadão Conteúdo

28 de novembro de 2016 | 17h26

O ex-jogador de basquete Marcel, médico, e a ex-ginasta Luísa Parente, formada em Educação Física e em Direito, estão entre os nove membros do Tribunal de Justiça Antidopagem, apontados nesta segunda-feira em reunião do Conselho Nacional do Esporte (CNE), no Rio.

A criação de um tribunal único para o julgamento de casos de doping é uma exigência da Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês), que voltou a suspender a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) exatamente por não atender essa exigência.

Quando o Tribunal entrar em funcionamento, todos os casos de doping identificados por órgãos brasileiros devem ser julgados por ele e não pelos superiores tribunais das confederações.

Luísa e Marcel, assim como a advogada Fernanda Bazanelli Bini, especialista em direito esportivo, foram indicados pelas confederações esportivas. A Comissão Nacional de Atletas (CNA), presidida por Lars Grael, indicou Luciano Hostins (advogado que defendeu Maurren Maggi no caso de doping), Guilherme Faria da Silva e Gustavo Normanton Delbin.

Já o Ministério do Esporte indicou outros três membros para o Tribunal: os advogados Humberto Fernandes de Moura e Tatiana Mesquita Nunes e o médico Eduardo de Rose, maior especialista em doping no País.

"Indicamos dois advogados, que são especialistas em legislação esportiva e fazem parte do quadro da Advocacia-Geral da União, além do médico Eduardo de Rose, um grande especialista no assunto, pioneiro do Brasil nessa temática e membro-fundador da Wada", disse o ministro do Esporte, Leonardo Picciani, ao explicar as indicações que cabiam à pasta.

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