Clayton de Souza|Estadão
Clayton de Souza|Estadão

Maria sofre no sofá, enquanto Ágatha mostra controle na areia

Mãe da atleta do vôlei de praia fica nervosa na frente da televisão

Nathalia Garcia, O Estado de S. Paulo

08 de maio de 2016 | 07h00

Admiradora do controle emocional de Ágatha, Maria Bednarczuk tem uma certeza: "Eu nunca poderia ser atleta." Acompanhar a jogadora do vôlei de praia pela televisão é sinônimo de sofrimento para a mãe. Tomada pela ansiedade, Maria esconde-se atrás de pilar, vai ao banheiro e até sai da sala, mas não resiste a uma espiadinha quando ouve "alguma bagunça".

Em quadra, ela não se contém e admite: "Dou vexame mesmo". A mãe recorda que Ágatha só escutava sua a voz na torcida e reconhece que tinha "mania" de gritar exatamente na hora do saque, o momento mais silencioso da partida. 

Nos Jogos Olímpicos do Rio, a festa está liberada. A fé também tem espaço garantido na vida da família Bednarczuk. "Rezo para todos os santos, entrego ela na mão de Nossa Senhora. Sou muito devota e ela também é", conta. 

A reza estende-se para a saúde de Ágatha. "Estou sempre preocupada com o joelho dela, vôlei de praia tem muito impacto. Peço proteção para o corpo dela, que é seu instrumento de trabalho. Rezo para que ela esteja com saúde e não se machuque, o resto ela da conta", afirma Maria. 

 

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