Alex Silva|Estadão
Alex Silva|Estadão

Marquinhos não vê identidade ofensiva como problema para a seleção olímpica

Zagueiro garante que atacantes também ajudarão na marcação

Almir Leite, Estadão Conteúdo

30 de julho de 2016 | 10h46

Ser zagueiro em uma equipe que atua de maneira bem ofensiva muitas vezes não é posição das mais confortáveis. Ainda mais quando o time se propõe a fazer uma marcação bastante adiantada e jogar com um só volante mais pegador. Marquinhos, porém, não vê isso como um grande problema na seleção olímpica do Brasil. Desde que todos façam a sua parte.

"O time é ofensivo, e o conceito que o professor passa é que todos os jogadores têm de defender, ajudar na marcação", disse o zagueiro sobre a filosofia do técnico Rogério Micale. "A primeira pressão quando perdemos a bola é importante e a galera da frente vem dando conta do recado, ajudando bastante."

Marquinhos também enfatiza que os zagueiros da seleção olímpica são rápidos e se posicionam bem, e isso favorece o plano de jogo proposto. Ele considera também que o período de treinos intensos desde que o grupo se reuniu - 11 dias de atividades com bola - e as constantes conversas que Micale tem com os jogadores suficientes para uma boa assimilação daquilo que o treinador quer. "Tivemos um tempo bom para trabalhar, foi com muita conversa, o professor passou os conceitos dele."

Baseado na própria experiência, Marquinhos sabe muito bem que a vida dos zagueiros se tornam bem mais difícil quando são marcados sob pressão pelo ataque adversário. É essa dificuldade que os adversários do Brasil deverão ter na Olimpíada, uma vez que Gabriel Jesus, Gabriel Barbosa e Neymar deverão fazer uma pressão intensa na zaga adversária, visando a retomada rápida da bola.

"É difícil receber marcação pressão quando o zagueiro é pressionado assim, de maneira encaixada", explica Marquinhos. "Vamos procurar colocar isso em prática. Trabalhamos também a pressão média e baixa, mas a princípio a pressão alta valeria mais para nosso estilo de jogo."

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