Marta diz que seleção está pronta para conquistar o ouro

Jogadora afirma que trocaria o título de melhor do mundo pelo primeiro lugar nos Jogos de Pequim

Tatiana Ramil - Reuters,

18 de julho de 2008 | 10h12

A seleção brasileira de futebol feminino, vice-campeã olímpica em Atenas (2004), espera estar melhor preparada para disputar uma final olímpica. As jogadoras não escondem que sonham com o ouro nos Jogos de Pequim, que começam em agosto.   "A equipe está mais forte agora", afirma a capitã Marta. "Estamos mais preparadas psicologicamente para disputar uma decisão. Tiramos várias experiências com as últimas finais disputadas [além do vice olímpico, a seleção é vice mundial]".   O Brasil foi derrotado na final de 2004 pela seleção norte-americana por 2 a 1, com gol de Abby Wambach na prorrogação.   As frustrações continuaram com a derrota para a Alemanha por 2 a 0 na final do Mundial de 2007, partida em que Marta desperdiçou uma penalidade. "Precisamos prestar mais atenção nos detalhes", disse a melhor jogadora do mundo em 2006 e 2007. "Quando temos uma oportunidade clara, temos de aproveitar."   Marta também recorda do ocorrido em Atenas. "Foi a mesma coisa da partida contra as alemãs. Criamos mais oportunidades, controlamos a partida, mas não conseguimos marcar nenhum gol. Foi uma grande frustração, mas que serviu de lição para trabalharmos o lado psicológico."   TUDO PELO OURO A estrela da seleção brasileira também disse que trocaria os dois prêmios de melhor do mundo da Fifa por uma medalha em Pequim. "O ouro seria o prêmio mais importante da minha vida. Para mim vale mais as conquistas com a equipe do que os prêmios individuais."   "Se alguém perde uma prêmio individual num ano, pode ganhar no ano seguinte", explica Marta. "Mas os Jogos só acontecem a cada quatro anos. Além disso, estamos representando um país."   Marta defende a equipe sueca do Umea. Ela é a única atleta da seleção que atua fora do País. Algumas das companheiras de Marta viajaram para Pequim depois de um longo período de inatividade, já que não disputaram partidas no Brasil.   A diferença para os homens, que precisam se esconder do público, também é evidente na seleção feminina. Apenas Marta sofre um grande assédio. "Os garotos caminham até mim e dizem 'quero ser como você'. Isso me faz muito feliz. Demonstra como eles admiram meu trabalho."  

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