Marta se pergunta: o que acontece com a seleção em finais?

Meia-atacante queria respostas após mais uma derrota da seleção brasileira em decisão de títulos

Redação

21 de agosto de 2008 | 12h47

A derrota para os Estados Unidos por 1 a 0 na final do futebol feminino da Olimpíada de Pequim foi mais uma decepção para a meia-atacante Marta, principal jogadora do time e atual melhor do mundo da Fifa. Com lágrimas nos olhos ela queria entender porquê, mais uma vez, não conseguiu ser campeã - perdeu a final de Atenas 2004, da última Copa do Mundo e acumula ainda dois vice-campeonatos europeus seguidos em seu time, o Umea, da Suécia.Veja também: Brasil sempre chega em finais, por que não ganha? Brasil perde o ouro para os Estados Unidos no futebol feminino"Olha, a gente brigou, mas eu não sei o que acontece nas finais. A gente joga bem, mas a bola não entra... Eu estou me perguntando o que acontece. A bola no finalzinho estava rondando a trave... É um momento difícil, nós não sabemos o que falar. Eu realmente estou me perguntando o que acontece nas finais", disse, ainda no campo, enquanto esperava a cerimônia de premiação, para receber sua segunda medalha de prata, em entrevista à Band.Numa rápida análise do desempenho do time em campo, Marta reclama da falta de opções do time na partida. "Lutamos tanto, infelizmente não conseguimos colocar a bola no gol. Tínhamos que ter mais paciência, tocar mais a bola ou ter mais calma para fazer o gol, faltou mais gente na área. A gente chegava pelas laterais e cruzava, mas faltava gente na área. Elas [americanas] foram precisas e fizeram o gol. É isso aí", emendou a jogadora, que 'acusou' algumas atletas de terem tentando resolver o jogo, esquecendo o coletivo. "Algumas meninas estavam estressadas, querendo resolver sozinhas."Questionada se esta derrota foi a pior de todas a de sua carreira, Marta não soube responder. "Sei lá. É igual, né? [em relação à perda na final de Atenas]. Dói por ter tido mais uma chance e desperdiçado", completou.SEM TRISTEZAO contraste no discurso veio da lateral-direita Simone, que preferiu valorizar a medalha que ganhou. "Tem de ver que a gente passou por uma semifinal difícil, eliminamos as campeãs do mundo, então para mim essa medalha é igual a um ouro", disse, em entrevista ao SporTV. Agora, com o final da participação do time feminino na Olimpíada, a seleção brasileira só deve voltar a se reunir no ano que vem. Não há previsão de data.

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