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'Martelo de Ferro' crava Brasil como treinadora da China

Lang Ping é uma lenda do esporte em seu país

Mônica Manir, O Estado de S.Paulo

18 Agosto 2016 | 05h00

Técnica de seleção de vôlei sentada no banco são três raridades em uma. Primeiro, poucas são as técnicas de que seleção for. Na Olimpíada, só 11% das mulheres carregam esse título. Técnica de seleção de vôlei fecha mais ainda o círculo. E técnica de seleção de vôlei sentada, nem aqui, nem na China. Pois lá estava Lang Ping para quebrar a banca de apostas, desta vez no jogo contra o Brasil, anteontem à noite, no Maracanãzinho.

Lang gosta de ler o jogo antes de partir para o ataque. Mesmo assim, não esquentou o banco o tempo todo. Em certos momentos ficou em pé na faixa que lhe é permitida. Foi quando acendeu a luz de que aquilo era biotipo de ex-jogadora. E ex-jogadora ídolo, porque os jornalistas chineses à volta só faltavam lhe beijar mãos e pés. Lang Ping, 55 anos, a Martelo de Ferro, é uma lenda.

Filha de um policial e de uma gerente de hotel, ela foi moldada para ser médica, mas se encontrou na quadra, onde suas marteladas na ponta da rede levaram à China ao pódio de quatro mundiais e à Olimpíada de 1984. A fama era tanta que seu casamento com Bai Feng, atleta do handebol chinês, foi transmitido ao vivo pela TV.

Em 1996, já técnica, Lang levou a China ao vice mundial. Nos Jogos de 2008, em Pequim, era ela quem comandava as americanas quando seu time bateu o da casa. Nem por isso Lang foi vaiada na final, quando o Brasil ganhou por 3 a 1. Agora, foi a vez dela. Cerebral, Lang resumiu: “Sabíamos que o Brasil é o melhor, então, fosse qual fosse o resultado, não iríamos desistir.” / MÔNICA MANIR

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