Reuters/Benoit Tessier
Reuters/Benoit Tessier

Martine e Kahena revelam que bandeira no Forte São João ajudou na busca pelo ouro

Velejadoras só viram que estrategia deu certo ao cruzar a linha de chagada

Clarissa Thomé, Fabio Grellet e Paulo Favero, enviados especiais ao Rio, Estadão Conteúdo

18 de agosto de 2016 | 19h20

A bandeira do Brasil tremulando no Forte São João ajudou a guiar as velejadoras Martine Grael e Kahena Kunze rumo à medalha de ouro, nesta quinta-feira, nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Sempre que entrava a rajada, a bandeira tremulava forte. Mas elas só souberam que havia dado certo a estratégia arriscada, de se afastar das adversárias e avançar pela esquerda deu certo, ao cruzar a linha de chegada.

"Foi a decisão mais difícil que a gente teve de tomar", afirmou Martine. "Quando a gente conseguiu cruzar na frente das neozelandesas, eu pensei: é essa a oportunidade. Deu até um nervoso na última manobra, achei que fosse errar. Mas acabou que deu tudo certo."

Para Kahena, se elas tivessem seguido as adversárias, o pódio estaria ameaçado. "No final deu super certo. A gente usou uma estratégia diferente da equipe da Nova Zelândia, que estava vencendo, optamos por ir para outro lado da raia, o que somou muito e passamos. Na última volta, passamos as duas e nos concentramos em marcar a adversária e chegar na frente", disse Kahena.

Quando elas cruzaram a linha de chegada, amigos e parentes se jogaram na água e nadaram até elas. "Na linha de chegada foi emocionante, nem conseguia nadar de tanto que o coração batia. É um momento indescritível. Subir e receber essa medalha ao lado de amigos e familiares não tem preço. Minha primeira Olimpíada começar assim, imagina a segunda. Estou muito feliz", afirmou Kahena.

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