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Mascote Vinícius ganha nova função na luta olímpica

Brinquedo é utilizado por técnicos para solicitar uma revisão

Demetrio Vecchioli, O Estado de S.Paulo

19 Agosto 2016 | 05h08

Vinicius chegou com a missão de “contagiar o mundo com a sua alegria e celebrar a amizade entre os povos” nos Jogos Olímpicos do Rio. Mas sua função na Arena Carioca 2 é bem diferente. É que a versão de pelúcia do mascote oficial da Olimpíada é o objeto utilizado por técnicos para solicitar aos árbitros uma revisão por vídeo de um golpe.

Pelas regras da luta olímpica – que a confederação brasileira quer que seja chamada de wrestling, para não confundir com as lutas combinadas famosas no México –, um objeto macio deve ser jogado ao tapete quando um técnico contestar a marcação da arbitragem.

Historicamente, esse objeto é um dado de espuma nas cores dos macacões dos atletas – vermelho e azul. No Campeonato Europeu de 2014, entretanto, eles foram substituídos por personagens do jogo para celular Angry Birds, desenvolvido na Finlândia, onde aconteceu a disputa.

A ideia inspirou Gilles Toloni, líder de competição de luta no Comitê Rio-2016, que quis aplicá-la no Brasil e adotou o mascote dos Jogos. Para diferenciar as apelações dos rivais, Vinicius, que não usa “roupa”, ganhou camisetas nas cores vermelha e azul. A boneco fica sobre o tapete, em frente à cadeira dos técnicos. Outro mascote de pelúcia fica sobre a mesa dos árbitros laterais, que fazem a avaliação dos vídeos.

Na sessão que decidiu as medalhas de ontem, os bonecos não foram utilizados. Os três Vinicius ficaram o tempo todo com a cara no tapete. Não viram um dos momentos mais marcantes da história da modalidade: a derrota da japonesa Saori Yoshida para a norte-americana Helen Louise Maroulis na final da categoria até 55 kg da luta livre feminina.

Ela buscava repetir a compatriota Kaori Icho, que ganhou na categoria até 58 kg anteontem e se tornou a primeira mulher quatro vezes campeã olímpica em prova individual. Perderam ainda a festa de Risako Kawai, outra japonesa, que comemorou o ouro na categoria até 63 kg jogando o técnico no chão.

Vinicius chegou com a missão de “contagiar o mundo com a sua alegria e celebrar a amizade entre os povos” nos Jogos Olímpicos do Rio. Mas sua função na Arena Carioca 2 é bem diferente. É que a versão de pelúcia do mascote oficial dos Jogos Olímpicos do Rio é o objeto utilizado por técnicos para solicitar aos árbitros uma revisão por vídeo de um golpe.

Pelas regras da luta – que a confederação brasileira quer que seja chamada de wrestling, para não confundir com as lutas combinadas famosas no México -, um objeto macio deve ser jogado ao tapete quando o técnico de um dos lutadores contestar a marcação da arbitragem.

Historicamente, esse objeto é um dado de espuma pintado nas cores dos macacões dos atletas – vermelho e azul, como no boxe e no tae kwon do, por exemplo. No Campeonato Europeu de 2014, entretanto, eles foram substituídos por personagens do jogo para celulares Angry Birds, desenvolvido exatamente na Finlândia, onde aconteceu a competição.

A ideia teve boa repercussão e inspirou Gilles Toloni, líder de competição de luta no Comitê Rio-2016, que quis aplicá-la também no Brasil. Para isso, adotou o mascote da competição. Para diferenciar as apelações dos dois rivais, Vinicius ganhou nova roupagem. O mascote, que não usa “roupa” e tem o logo do Rio-2016 na altura da barriga, ganhou camisetas das cores vermelha e azul.

A boneco é deixado sobre o tapete, em frente à cadeira onde sentam os técnicos. Outro mascote de pelúcia fica cobre a mesa dos árbitros laterais, que fazem a avaliação dos vídeos.

Na sessão que decidiu as medalhas de ontem, os bonecos não foram utilizados. Os três Vinicius ficaram o tempo todo com a cara no tapete. Não viram um dos momentos mais marcantes da história da modalidade: a derrota da japonesa Saori Yoshida para a norte-americana Helen Louise Maroulis na final da categoria até 55kg da luta livre feminina.

Yoshida buscava repetir a compatriota Kaori Icho, que ganhou a categoria até 58kg anteontem e se tornou a primeira mulher quatro vezes campeã olímpica em uma prova individual. Campeã mundial pela primeira vez em 2002, Yoshida só tinha duas derrotas na carreira, nenhuma em grandes competições. Também perderam a festa de Risako Kawai, também japonesa, que festejou seu ouro na categoria até 63kg jogando o técnico diversas vezes no chão.

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