Maurren Maggi diz que agüenta outro ciclo olímpico

Aos 32 anos, a primeira brasileira a levar uma medalha de ouro individual, saltista quer competir em Londres-2012

Wilson Baldini Jr., enviado especial - O Estado de S. Paulo

22 de agosto de 2008 | 15h07

Maurren Maggi não acredita que sua história com o atletismo e os Jogos Olímpicos tenham acabado depois do ouro conquistado nesta sexta-feira, no estádio Ninho de Pássaro, em Pequim. Segundo a única mulher brasileira a vencer uma prova individual em Olimpíada, no caso o salto em distância, "tem muita coisa ainda para acontecer."     "Já estou preparado para competir em Londres, em 2012. O atletismo é a minha vida, não sei fazer outra coisa. Como não tive como completar os estudos, eu preciso conquistar a minha vida competindo, para poder dar tudo o que eu puder para a minha filha", disse a brasileira depois da conquista em Pequim.   Quando foi suspensa por doping, em 2003, Maurren engravidou. E foi justamente esse momento na vida que a atleta indica como o momento do retorno. "Preciso cuidar dela, por isso vou seguir competindo", disse a saltista brasileira.   Sobre o doping, a brasileira disse que não se importa mais com isso, e a conquista do ouro em Pequim serviu para espantar qualquer dúvida sobre a sua postura. "A medalha comprova que o doping foi mesmo uma fatalidade", garantiu Maurren, flagrada por uso de substância proibida encontrada em um creme cicatrizante.   "O doping foi fruto da minha vaidade, nada feito de caso pensado ou coisa do tipo. Eu gosto mesmo de me cuidar, de ficar bonita, e se eu fosse mesmo uma atleta dopada não teria condições de retornar às competições e alcançar um alto nível de desempenho", completou.

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