Felipe Trueba/EFE
Felipe Trueba/EFE

'Me sinto honrada de ter aberto as portas'

Atleta da maratona aquática participa de evento-teste no Rio

Entrevista com

Poliana Okimoto

PAULO FAVERO, O Estado de S. Paulo

22 de agosto de 2015 | 17h00

A nadadora Poliana Okimoto foi campeã mundial em 2013 na prova de 10 km da maratona aquática e agora vê a modalidade com muitos talentos no País. Neste domingo, ela disputará o evento-teste em Copacabana, na mesma raia onde será a Olimpíada, e quer aproveitar para estudar o local onde tentará brilhar no próximo ano.

Qual é sua expectativa para o evento-teste?

A gente precisa dar uma olhada em como vai ser a prova, no circuito de boias. Será uma competição na mesma época da Olimpíada, então é bom para ver clima, temperatura de água, a forma como será a largada e a chegada, tudo isso é muito importante. Na maratona aquática, muitas provas são decididas na batida de mão, às vezes do primeiro ao décimo lugar a diferença é de poucos segundos, então tem de estar sempre bem ligado, pois isso faz diferença.

O nível será alto?

Como não tem muita competição no Brasil, todo mundo quer saber como que é, onde vai ser, o que vai encontrar. Então terá muita gente forte.

O clima brasileiro oscila muito nessa época. Como você se prepara para isso?

O Pan de 2007 foi lá, tenho boas recordações. O único problema é a temperatura de água, que oscila muito. O inverno brasileiro é algo louco, tem dia que está frio, outro está calor. Venho acompanhando a temperatura da água, de uma semana para cá entrou uma frente fria no Rio e a temperatura caiu bastante. O normal é estar, nessa época do ano, entre 25°C e 22°C, mas estava 16°C uns dias atrás. Por isso, é preciso entrar ligada no que pode acontecer e treinamos para isso.

Você foi uma das primeiras a transformar o Brasil em uma potência da maratona aquática. Como vê o atual momento da modalidade no País?

Me sinto honrada de ter aberto as portas. A maratona aquática antes não tinha bons resultados e eu comecei em 2006 com duas medalhas de prata no Mundial e vim crescendo e trazendo uma geração junto, acho que isso é muito legal. Me sinto muito feliz por ter sido a primeira de uma geração muito boa, vitoriosa, e espero que o dia em que eu parar de nadar tenha outras meninas já encaminhadas para seguir o caminho.

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