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'Me sinto muito melhor do que estava antes das lesões', diz Sasaki

Ginasta compete nos seis aparelhos no evento-teste do Rio

Entrevista com

Sérgio Sasaki

Nathalia Garcia, O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2016 | 05h00

Décimo colocado no individual geral nos Jogos de Londres, em 2012, Sérgio Sasaki teve um caminho marcado por contusões neste ciclo olímpico. No evento-teste, que começa neste sábado, o ginasta se apresentará nos seis aparelhos. O objetivo é um só: provar aos técnico da seleção brasileira que merece uma nova chance na equipe olímpica.

Em 8 de janeiro de 2015, Sasaki passou por cirurgia no joelho direito para reconstruir o ligamento cruzado anterior e o menisco medial. Quando estava prestes a ser liberado, sofreu uma lesão no tendão longo do bíceps braquial do ombro direito, no dia 31 de julho, e precisou de outra operação. Em entrevista ao Estado, o atleta conta como buscou motivação nos 16 meses afastado das competições e se diz melhor do que antes das duas lesões consecutivas. Focado na Olimpíada do Rio, o ginasta admite: "Ainda tenho medo de não dar tempo."

Como você vê o evento-teste no Rio?

Estou um pouco nervoso para o evento-teste porque vai ser minha primeira competição no individual geral e pode me "garantir" na equipe. Quero mostrar para os técnicos que eu voltei bem para competir de novo entre os melhores. Estou me preparando bastante, acredito que vai dar tudo certo. Meu trabalho está muito bom.

Como foi o período em que ficou afastado por lesão? E qual a sua motivação de continuar?

Lesão é uma coisa que mexe muito com a sua cabeça. Desanima depois que você sofre a primeira lesão, mas tem uma certa esperança de voltar e dar a volta por cima. Quando você tem duas lesões seguidas, mexe muito com a sua cabeça. Eu tirava inspiração no que vivi, nas coisas que o esporte pôde me dar, isso me ajudou a voltar. Cada evolução me dava mais força para continuar.

Como está sua condição física?

Perdi uns 6 kg. Depois que você opera, acaba inchando. Até voltar à forma física, demorou um pouco. Hoje me sinto muito melhor do que estava antes das lesões. A vida que levava com o esporte não era a ideal, não fortalecia. Minha potência, minhas forças e minha qualidade de ginástica melhoraram pelo fato de eu ter me machucado. Tudo é um aprendizado.

Você ainda sente algum incômodo?

Incômodo não. Sinto fraqueza, mas nada que eu não consiga fazer os saltos. Trabalho todos os dias para eu me sentir mais confortável. Se eu vencer isso, de repente eu terei mais confiança para fazer as coisas na ginástica.

Você ficou com medo de não dar tempo de disputar a Olimpíada?

Eu tenho medo ainda de não dar tempo. Antigamente o medo era de 80%, hoje em dia esse medo diminuiu para 10%. Não tenho medo de que não dê tempo de chegar na Olimpíada, e sim de que não possa fazer o meu melhor. Acredito que posso ainda fazer muito pela ginástica. 

Como é a competitividade interna da equipe, especialmente com o Arthur Nory?

O esporte tem espaço demais para brilhar. A ginástica é um esporte por equipe, mas individual também. Estarei sendo hipócrita se falar que não quero ganhar dele porque ele é da minha equipe. E acredito que ele queira ganhar de mim também. Sendo saudável, tem de ter (competitividade) no esporte. Mas não é uma coisa que a gente viva pensando.

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