Medo de protestos cancela ato para a tocha olímpica no Japão

Evento aconteceria depois de concluída a passagem da tocha pela cidade de Nagano

Efe,

15 de abril de 2008 | 03h18

O medo de possíveis protestos contra a China fez com que as autoridades japonesas anunciassem nesta terça-feira, 15, o cancelamento de um dos eventos previstos para a passagem da tocha olímpica pela cidade de Nagano, informa a agência Kyodo. Veja também: O trajeto completo do revezamento da tocha pelo mundo  Os protestos e a ligação histórica com os Jogos Olímpicos Tocha olímpica passa por Omã sem incidentes A passagem da tocha acesa pelos nazistas  Tibetanos na Índia planejam percurso para protesto anti-tocha  Em nome da Olimpíada, Pequim investe contra poluidores  Um funcionário municipal de Nagano, que acolheu os Jogos Olímpicos de inverno em 1998, informou o cancelamento do evento, que estava previsto para acontecer depois de concluída a passagem da tocha por esta cidade japonesa. A decisão foi tomada após comprovar as interrupções provocadas pelos manifestantes em Londres, Paris e San Francisco, em protesto contra o governo chinês. Após sua passagem por Nagano, onde a Polícia japonesa se encarregará sozinha da segurança, a tocha olímpica viajará a Tóquio. Nesta segunda-feira, 14, em sua única parada no Oriente Médio durante a corrida de revezamento pelo mundo, a tocha olímpica passou por Mascate, capital de Omã, onde não foram registrados incidentes e nem protestos significativos contra o governo chinês. O efetivo de segurança, no entanto, nem teve muito trabalho em Omã, um país de maioria muçulmana que tem fortes relações econômicas com a China. O que se viu nas ruas de Mascate foi a população feliz pela passagem da tocha, com várias crianças saudando o símbolo olímpico pelo trajeto de 20 quilômetros, além de algumas apresentações características do país, com dança e música. Agora, o próximo passo da tocha olímpica será em Islamabad, no Paquistão, onde acontecerá a corrida de revezamento na quarta-feira. Mas, preocupado com possíveis protestos contra o governo chinês, os paquistaneses anunciaram nesta segunda algumas mudanças do percurso pelas ruas da capital do país.

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