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Bertrand Guay / AFP
Bertrand Guay / AFP

Membro do COI afirma que Olimpíadas devem ser 'reinventadas' após pandemia

Para Guy Drut, ex-ministro dos esportes da França, modelo dos Jogos está obsoleto nos quesitos econômico e organizacional

AFP, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2020 | 23h02

Guy Drut, membro do Comitê Olímpico Internacional (COI) e ex-Ministro dos Esportes da França, considera que o projeto da Olimpíada de Paris-2024 é "hoje obsoleto, ultrapassado, longe da realidade" e pede que seja "reinventado" o modelo dos Jogos Olímpicos, em um artigo publicado pela emissora France Info neste domingo.

"A crise pela qual estamos passando tem um impacto duradouro em nossa rotina, em nosso modo de vida, em nossa economia, em nosso pacto social, em nossa escolha de sociedade. Ela não pode e não deve deixar de afetar a necessidade urgente que precisamos ter de nos reinventar (...) Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos não são exceção a este novo contexto. Eles também devem ser reinventados", escreveu Guy Drut.

Se, em meio à nova pandemia de coronavírus, foi necessário o reagendamento dos Jogos Olímpicos de 2020 para o verão de 2021", a resposta a essa crise pode se limitar a uma simples mudança de datas, sem que o modelo dos Jogos, tanto econômico quanto organizacional, seja profundamente repensado?", questionou o ex-ministro dos Esportes (1995-1997), durante a presidência de Jacques Chirac.

"O belo projeto que construímos e apresentamos na fase de licitação para Paris-2024 agora está obsoleto, desatualizado, longe da realidade", afirma o ex-campeão olímpico de 110 metros com barreiras em 1976.

"Isso não é mais real. Se, em seu espírito, não deve ser modificado, é preciso revisar os meios e focar no essencial. A primeira necessidade é, portanto, reavaliar o orçamento de quanto custarão os Jogos de 2024", acrescenta ele.

"Os Jogos de ontem não serão os Jogos de amanhã. Temos que aceitar isso e imaginar um novo modelo juntos... Eles não podem ser realizados a qualquer custo, desconectados da realidade, à margem do mundo", insistiu Drut.

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