Antonio Lacerda/EFE
Antonio Lacerda/EFE

Mergulhos para a vitória: ousadia na linha de chegada premia atletas

O brasileiro João Vitor e Shaunae Miller, de Bahamas, tiveram sucesso ao usar do artifício

O Estado de S.Paulo

16 Agosto 2016 | 08h29

Os fãs de atletismo viram uma manobra arriscada se tornar um sucesso por duas ocasiões nesta segunda-feira de competições na olimpíada do Rio. Em duas provas de velocidade, os 11o metros com barreiras e os 400 metros rasos, dois atletas tentaram melhorar suas colocações no momento final da prova com um mergulho de 'peixinho', a fim de ultrapassarem o rival - e conseguiram.

A primeira vez que isso aconteceu no dia foi com João Vitor de Oliveira. Disputando a seletiva dos 110m com obstáculos, o brasileiro não conseguiu brigar pelas primeiras posições na sua bateria, mas num ímpeto de desespero, ele não pensou duas vezes: projetou o corpo para frente, aproveitando o fato da pista estar molhada. O salto teve resultado: ele ganhou posições e conquistou a vaga na semifinal da modalidade.

João Vitor conseguiu a sua melhor marca no ano com o peixinho: 13s63. Além disso, saltou para a quarta colocação na sua bateria, o que lhe rendeu a 18ª posição no geral. O melhor tempo da eliminatória foi de Omar McLeod, da Jamaica, com 13s21.

"Na verdade, não treino isso. É algo natural. Se sinto a necessidade de fazer, eu faço. Sempre fiz isso e vou continuar fazendo. O que vale é o tronco cruzar a linha de chegada", afirmou o brasileiro ao SporTV. "Ralei o joelho. Tem que dar o sangue. Estamos nas Olimpíadas", encerrou.

 

 

Depois, vimos o feito repetido com a velocista Shaunae Miller, de Bahamas. Disputando a final dos 400 metros rasos, ela já surpreendeu ao largar bem e liderar durante a maior parte da prova. No entanto, ela perdeu força no final e viu a aproximação constante da norte-americana Allyson Felix.

Favorita, Felix conseguiu ultrapassá-la nos metros finais, e caminhava com mais segurança para a vitória. Até que Miller decidiu fazer o mesmo que o João Vitor fez momentos antes no estádio Engenhão, mas com uma possibilidade de sucesso ainda maior - afinal, tratava-se de uma final olímpica.

O salto foi tão inesperado que o resultado da prova não foi conhecido de imediato pelas atletas, que tiveram que esperar os nomes saírem no telão. A atleta de Bahamas estava no chão enquanto esperava o resultado, e lá permaneceu, chorando de alegria, quando viu que havia conquistado o ouro.

"Nunca tinha feito isso antes. Ainda não sei como aconteceu. A única coisa que eu pensava é que tinha que ganhar a medalha de ouro. Só me lembro de estar no chão", afirmou a atleta, que, com o salto, terminou a prova com a marca de 49s37, seguida de Felix (49s44) e Shericka Jackson (JAM), com 49s85.

 

 

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